Uso do Sapajus apella na padronização de modelo experimental para Schistosoma mansoni em primatas neotropicais
DOI:
https://doi.org/10.5123/S2176-6223202100273Palavras-chave:
Schistosoma mansoni, Infecção Experimental, Modelo Animal, Primatas, Esquistossomose MansônicaResumo
OBJETIVO:
Estabelecer e avaliar um modelo experimental com primatas neotropicais não humanos Sapajus apella para verificar métodos diagnósticos mais eficazes na detecção da esquistossomose, subsidiando novos estudos que auxiliam na cura e controle dessa doença.
MATERIAIS E MÉTODOS:
Foram utilizados seis primatas adultos da espécie Sapajus apella, distribuídos randomicamente em dois grupos experimentais de igual número. Desses, três animais foram infectados por via intradérmica e três por via transcutânea, com suspensão de cercárias obtidas de caramujos Biomphalaria glabrata infectados naturalmente. Para acompanhamento da infecção, foram coletadas amostras de urina via sonda ou punção direta, com o animal anestesiado, e fezes diretamente das gaiolas. As amostras de urina foram examinadas pelo teste rápido de urina (point-of-care cathodic circulating antigen - POC-CCA) e as amostras de fezes por exames de sedimentação espontânea das fezes (HPJ) e Kato-Katz.
RESULTADOS:
O uso das vias transcutânea e intradérmica resultou na infecção de dois dos três animais avaliados (66,6%) em cada grupo experimental. O exame POC-CCA foi o primeiro a detectar positivos (21º dia), seguido dos exames de HPJ (35º dia) e Kato-Katz (42º dia).
CONCLUSÃO:
O modelo analisado apresenta-se viável para reprodução em diferentes estudos sobre esquistossomose mansônica, pois os animais responderam de maneira satisfatória à infecção em ambas as vias utilizadas, sendo possível verificar ainda a praticidade da via intradérmica quando comparada à transcutânea.