Distribuição geográfica, infestação domiciliar e infecção natural de triatomíneos (Hemiptera: Reduviidae) no Estado do Piauí, Brasil, 2008

Autores

  • Rodrigo Gurgel-Gonçalves Laboratório de Parasitologia e Biologia de Vetores, Área de Patologia, Faculdade de Medicina, Universidade de Brasília, Brasília, Distrito Federal, Brasil
  • Francisco das Chagas Alves Pereira Coordenação de Vigilância em Saúde Ambiental, Secretaria Estadual de Saúde do Piauí, Teresina, Piauí, Brasil
  • Inácio Pereira Lima Coordenação de Vigilância em Saúde Ambiental, Secretaria Estadual de Saúde do Piauí, Teresina, Piauí, Brasil
  • Reginaldo Roris Cavalcante Departamento de Parasitologia e Microbiologia, Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Piauí, Teresina, Piauí, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232010000400009

Palavras-chave:

Doença de Chagas, Triatominae, Vigilância Epidemiológica

Resumo

RESUMO

Ações de controle e vigilância da doença de Chagas devem incluir dados ecológicos e geográficos de seus vetores. O objetivo deste estudo é analisar a distribuição geográfica, a infestação domiciliar e a infecção natural das espécies de triatomíneos capturadas no Estado do Piauí , Brasil. Os registros de ocorrência e indicadores entomológicos (espécimes capturados em intra e peridomicílio, infestação, colonização e infecção natural) das espécies de triatomíneos foram obtidos a partir de capturas domiciliares em 129 municípios do Piauí, em 2008. Das 11 espécies registradas, Triatoma brasiliensis T. pseudomaculata apresentaram ampla distribuição geográfica, seguidas de Panstrongylus lutzi T. sordida. Rhodnius neglectus ocorreu mais ao sul (em áreas de cerrado), enquanto R. nasutus, R. pictipes R. robustus foram registradas em áreas ao norte do Estado. P. geniculatus, P. megistus Psammolestes tertius ocorreram raramente. Dos 22.896 triatomíneos capturados, T. brasiliensis apresentou os maiores índices de infestação e colonização. O índice de infecção natural de triatomíneos por flagelados morfologicamente similares a Trypanosoma cruzi foi de 0,8%. Após 30 anos de controle e vigilância de vetores da doença de Chagas no Piauí, observa-se a provável eliminação de T. infestans e a manutenção da magnitude de distribuição de T. brasiliensis T. pseudomaculata. Nesse cenário, recomenda-se reforçar a vigilância entomológica e educação em saúde com intuito de reduzir as chances de colonização de triatomíneos nativos nas unidades domiciliares no Estado do Piauí.

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Publicado

31-12-2010

Como Citar

Gurgel-Gonçalves, R., Pereira, F. das C. A., Lima, I. P., & Cavalcante, R. R. (2010). Distribuição geográfica, infestação domiciliar e infecção natural de triatomíneos (Hemiptera: Reduviidae) no Estado do Piauí, Brasil, 2008. evista an-Amazônica e aúde, 1(4), 8. https://doi.org/10.5123/S2176-62232010000400009

Edição

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