Avaliação microbiológica do processo de manipulação de antineoplásicos em um hospital de referência no tratamento de câncer no Estado do Pará, Brasil

Autores

  • Jackeline Sousa Carrera Programa de Residência Multiprofissional em Saúde, Hospital Universitário João de Barros Barreto, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Daisy Esther Batista do Nascimento Programa de Residência Multiprofissional em Saúde, Hospital Universitário João de Barros Barreto, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Celso da Silva Mascarenhas Farmácia Satélite da Quimioterapia, Hospital Ophir Loyola, Belém, Pará, Brasil
  • Lúcia Carla Vasconcelos de Mendonça Faculdade de Farmácia, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Marta Chagas Monteiro Faculdade de Farmácia, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Cristiane do Socorro Ferraz Maia Faculdade de Farmácia, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232010000400010

Palavras-chave:

Antineoplásicos, Contaminação de Medicamentos, Boas Práticas de Manipulação, Staphylococcus, Bacillus, Klebsiella

Resumo

RESUMO

A Resolução RDC 220/04 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária estabelece os requisitos mínimos para o funcionamento dos serviços de terapia antineoplásica e enfatiza a importância de um sistema de garantia da qualidade que abranja as melhores práticas para a preparação da terapia antineoplásica. De acordo com os protocolos farmacêuticos, os produtos devem obedecer às especificações determinadas pelas normas da legislação oficial. A qualidade microbiológica do ambiente na preparação das drogas antineoplásicas é um fator essencial para que seja realizada com eficiência e segurança. A segurança dos pacientes depende da esterilidade do produto, pois eles são geralmente imunocomprometidos. O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade microbiológica do processo de manipulação de drogas antineoplásicas em um hospital de referência no tratamento de câncer no Estado do Pará, Brasil. O material foi coletado da cabine de segurança biológica (CSB), de luvas de manipuladores e do sistema de ar-condicionado, por meio de swab de superfície e sedimentação espontânea. Os espécimes de bactéria e fungo foram identificados por procedimentos bioquímicos padrões, bem como por microcultura. Foram isoladas 31 unidades formadoras de colônias: 22 de amostras da CSB, seis do sistema de ar-condicionado e três de luvas de manipuladores. A maioria dos micro-organismos identificados nas amostras da CSB era de Staphylococcus Bacillus sp. Foram encontrados Staphylococcus Klebsiella sp nas luvas dos manipuladores e no sistema de ar-condicionado. Os resultados apresentados demonstraram uma contaminação microbiológica nos processos envolvidos na preparação de antineoplásicos. É necessário que se faça um monitoramento contínuo da qualidade microbiológica desses processos, dos equipamentos e do ambiente, e que seja feita a validação da assepsia e a reestruturação do espaço físico, para que sejam obedecidas as Resoluções RDC 50/02 e 220/04.

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Publicado

31-12-2010

Como Citar

Carrera, J. S., Nascimento, D. E. B. do, Mascarenhas, C. da S., Mendonça, L. C. V. de, Monteiro, M. C., & Maia, C. do S. F. (2010). Avaliação microbiológica do processo de manipulação de antineoplásicos em um hospital de referência no tratamento de câncer no Estado do Pará, Brasil. evista an-Amazônica e aúde, 1(4), 6. https://doi.org/10.5123/S2176-62232010000400010

Edição

Seção

Artigo Original