Métodos para avaliação da atividade antimalárica nas diferentes fases do ciclo de vida do Plasmodium

Autores

  • Fátima Nogueira Unidade de Ensino e Investigação da Malária, Centro de Malária e Outras Doenças Tropicais, Laboratório Associado, Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, Portugal
  • Virgílio Estólio do Rosário Unidade de Ensino e Investigação da Malária, Centro de Malária e Outras Doenças Tropicais, Laboratório Associado, Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232010000300015

Palavras-chave:

Malária, Resistência a Medicamentos, Antimaláricos, Testes Imunológicos de Citotoxicidade, Plasmodium

Resumo

A malária é uma doença transmitida por mosquitos e causada por parasitas do gênero Plasmodium. Em seres humanos, os parasitas multiplicam-se no fígado e, em seguida, infectam os eritrocitos. O ciclo de vida do Plasmodium consiste em uma fase sexuada no mosquito vetor (esporogonia) e uma fase assexuada no hospedeiro vertebrado (esquizogonia); ambas as fases podem ser detectadas por meio de testes. Em geral, a avaliação da atividade antimalárica de compostos é feita por testes in vivo in vitro. A atividade antimalárica determinada por testes in vivo decorre de uma variedade de fatores associados tanto ao parasita quanto ao hospedeiro. Por outro lado, os testes in vitro mostram com mais precisão os efeitos "isolados" dos compostos sobre o metabolismo do parasita. A análise in vivo da atividade antiplasmódica pode ser realizada com o uso de modelos de roedores e pela avaliação da atividade bloqueadora do potencial vetor utilizando mosquitos. Há diversos testes in vitro para a avaliação da atividade antimalárica com base na observação do desenvolvimento do parasita em células sanguíneas por meio de gota espessa, ensaios isotópicos, quantificação de proteínas do parasita e testes de intercalação no DNA com o uso de corantes. Além da atividade antimalárica, um composto antimalárico promissor não deve apresentar toxicidade em relação às células hospedeiras; o grau de seletividade de um composto em relação ao parasita da malária envolve esta análise. Neste artigo, pretende-se resumir os métodos mais comumente utilizados para avaliar a atividade antimalárica de compostos durante os diferentes estágios do ciclo de vida do Plasmodium.

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Publicado

09-08-2022

Como Citar

Nogueira, F., & Rosário, V. E. do. (2022). Métodos para avaliação da atividade antimalárica nas diferentes fases do ciclo de vida do Plasmodium. evista an-Amazônica e aúde, 1(3), 15. https://doi.org/10.5123/S2176-62232010000300015

Edição

Seção

Artigo de Revisão

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