Vigilância da leishmaniose visceral em localidades epidemiologicamente distintas em Juruti, um município minerário do Estado do Pará, Brasil

Autores

  • Lourdes Maria Garcez Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil.Universidade do Estado do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Joyce Favacho Cardoso Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Anadeiva Portela Chagas Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Jefferson Francisco Correia Miranda Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Gilberto César Rodrigues de Souza Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Daniela Cristina Soares Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil.Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (SESPA)
  • Lucilândia Maria Bezerra Universidade Federal do Tocantins, Palmas, Tocantins, Brasil
  • Habib Fraiha Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Jeffrey Jon Shaw Universidade de São Paulo, São Paulo, São Paulo, Brasil
  • Hiro Goto Universidade de São Paulo, São Paulo, São Paulo, Brasil

Palavras-chave:

Leishmaniose Visceral, Cães, ELISA, Reação em Cadeia da Polimerase Leishmania, Insetos Vetores, Vigilância epidemiológica

Resumo

Realizaram-se ações de vigilância para leishmaniose visceral humana (LVH) em Juruti, município minerário do Estado do Pará. Foram selecionadas as localidades de Santa Maria (SM), periurbana, e Capiranga (CA), rural, com e sem LVH, respectivamente, para quatro inquéritos sorológicos semestrais (ELISA-Lisado) nas populações caninas (SM = 94; CA = 45) e três levantamentos entomológicos (armadilhas luminosas CDC, 18-6hx4). Posteriormente, investigaram-se status clínico e infecção por Leishmania em 53 cães (SM = 28; CA = 25) com diagnóstico parasitológico (medula/linfa, Giemsa), molecular (leucócitos do sangue periférico, kDNA-PCR) e sorológico (ELISA), avaliando-se diferentes antígenos (Lisado, k39, Hsp83 - screen test, curva ROC). Soroprevalências variaram em SM (45; 40; 15; 15%) e CA (22; 30; 8,5; 0%), com médias crescentes de IgG em SM (320; 378; 951; 1866; p<0,05), apesar da eutanásia de cães após segundo inquérito; e estáveis em CA (100; 159, 141; 0), onde não houve eutanásia. A frequência de Lutzomyia longipalpis/Lutzomyia spp diferiu em SM (279/296) e CA (4/6). Os resultados clínicos e laboratoriais assemelharam-se para cães de SM e CA, respectivamente, quanto à infecção (parasitológico: 86 e 84%; kDNA-PCR: 100%), status clínico (assintomáticos: 43 e 56%; sintomáticos: 57 e 44%) e especificidade no ELISA (100%), mas variaram sensibilidades (Lisado: 44 e 18%; Hsp83: 48 e 27%; k39: 48 e 41%) e níveis de IgG (≤ 6.400; ≤ 200). O perfil da infecção canina nas localidades com e sem transmissão de LVH diferiu apenas em níveis/evolução de IgG, o que torna necessária a temporalidade dos inquéritos sobretudo em áreas silenciosas, isoladas, com baixa densidade do vetor, onde seria dispensável a eutanásia de cães. O melhor teste sorológico foi ELISA-k39.

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Publicado

29-01-2010

Como Citar

Lourdes Maria Garcez, Joyce Favacho Cardoso, Anadeiva Portela Chagas, Jefferson Francisco Correia Miranda, Gilberto César Rodrigues de Souza, Daniela Cristina Soares, Lucilândia Maria Bezerra, Habib Fraiha, Jeffrey Jon Shaw, & Hiro Goto. (2010). Vigilância da leishmaniose visceral em localidades epidemiologicamente distintas em Juruti, um município minerário do Estado do Pará, Brasil. evista an-Amazônica e aúde, 1(1). ecuperado de https://ojs.iec.gov.br/rpas/article/view/1636

Edição

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Artigo Original