Parasitismo intestinal em comunidades tradicionais vivendo ao redor de uma área de proteção ambiental no estado do Maranhão, nordeste do Brasil

Autores

  • Maria Lindalva Alves da Silva Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Oswaldo Cruz, Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
  • Célia Mariza de Oliveira Guerra Álvares Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Oswaldo Cruz, Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
  • Jurecir da Silva Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí, Teresina, Piauí, Brasil
  • Julio Cesar Pegado Bordignon Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Oswaldo Cruz, Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
  • Mayron Morais Almeida Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Oswaldo Cruz, Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
  • Eduilson Lívio Neves da Costa Carneiro Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí, Teresina, Piauí, Brasil
  • Filipe Anibal Carvalho-Costa Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Oswaldo Cruz, Laboratório de Epidemiologia e Sistemática Molecular, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
  • Kerla Joeline Lima Monteiro Fundação Oswaldo Cruz, Escritório Regional do Piauí, Teresina, Piauí, Brasil
  • Antonio Henrique Almeida de Moraes Neto Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Oswaldo Cruz, Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil

Palavras-chave:

Parasitismo Intestinal, Parque Nacional da Chapada das Mesas, Helmintíases Transmitidas pelo Solo

Resumo

OBJETIVOS:

Estimar a prevalência e descrever os fatores socioecológicos associados ao parasitismo intestinal em comunidades rurais e periurbanas ao redor de uma área de proteção ambiental no estado do Maranhão, Brasil.

MATERIAIS E MÉTODOS:

Estudo transversal, realizado com 469 indivíduos de duas comunidades do entorno do Parque Nacional da Chapada das Mesas. Exames parasitológicos qualitativos e quantitativos foram realizados, e dados socioecológicos foram avaliados. Um sistema de informações geográficas foi utilizado para a análise espacial.

RESULTADOS:

A prevalência de ancilostomíase foi de 20,6% em Canto Grande e 2,4% em Alto Bonito. A prevalência de ascaridíase em Canto Grande e Alto Bonito foi de 0,4% e 2,9%, respectivamente. Infecções por protozoários intestinais foram mais frequentes em Alto Bonito. A ancilostomíase foi associada ao sexo masculino, defecação a céu aberto, pisos de barro nas casas e menor renda familiar mensal. A ascaridíase foi associada à defecação a céu aberto. A ingestão de água diretamente de um rio foi associada à infecção por Giardia duodenalis. Um total de 86,0% dos indivíduos positivos para ancilostomídeos apresentaram intensidade de infecção leve, 4,0% moderada e 10,0% intensa. O geoprocessamento demonstrou que os hotspots de helmintos transmitidos pelo solo estavam em Canto Grande, enquanto os protozoários estavam concentrados em Alto Bonito.

CONCLUSÃO:

O parasitismo intestinal deve ser considerado um grupo heterogêneo de infecções com determinantes distintos nas localidades estudadas. Sua persistência revela a inadequação do saneamento nas comunidades tradicionais do entorno do Parque Nacional da Chapada das Mesas.

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Publicado

27-03-2024

Como Citar

Maria Lindalva Alves da Silva, Célia Mariza de Oliveira Guerra Álvares, Jurecir da Silva, Julio Cesar Pegado Bordignon, Mayron Morais Almeida, Eduilson Lívio Neves da Costa Carneiro, Filipe Anibal Carvalho-Costa, Kerla Joeline Lima Monteiro, & Antonio Henrique Almeida de Moraes Neto. (2024). Parasitismo intestinal em comunidades tradicionais vivendo ao redor de uma área de proteção ambiental no estado do Maranhão, nordeste do Brasil. evista an-Amazônica e aúde, 15. ecuperado de https://ojs.iec.gov.br/rpas/article/view/1666

Edição

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Artigo Original