Situação da malária na Região do Baixo Amazonas, Estado do Pará, Brasil, de 2009 a 2013: um enfoque epidemiológico

Autores

  • Jonata Ribeiro Sousa Universidade do Estado do Pará, Núcleo Tapajós, Santarém, Pará, Brasil
  • Anne Caroline Farias dos Santos Faculdades Integradas do Tapajós, Santarém, Pará, Brasil
  • Wagner de Sousa Almeida Universidade do Estado do Pará, Núcleo Tapajós, Santarém, Pará, Brasil
  • Kaio Vinícius Paiva Albarado Universidade do Estado do Pará, Núcleo Tapajós, Santarém, Pará, Brasil
  • Lizangela Dias Magno Universidade do Estado do Pará, Santarém, Pará, Brasil
  • José Almir Moraes da Rocha Departamento de Morfologia e Ciências Fisiológicas, Universidade do Estado do Pará, Núcleo Tapajós, Santarém, Pará, Brasil
  • Zilma Nazaré de Souza Pimentel Departamento de Saúde Integrada, Universidade do Estado do Pará, Núcleo Tapajós, Santarém, Pará, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232015000400006

Palavras-chave:

Inquéritos Epidemiológicos, Malária, Saúde Pública

Resumo

O objetivo da pesquisa foi conhecer as características epidemiológicas da malária na Região do Baixo
Amazonas, Estado do Pará, Brasil. Para isso, foi feito um levantamento estatístico retrospectivo e descritivo
da ocorrência de agravos à saúde por espécies de plasmódios causadores da malária na Região do Baixo
Amazonas, no período de janeiro de 2009 a dezembro de 2013. Os resultados apontam a presença constante
da malária nos municípios da região, sendo notificados 16.765 casos no período do estudo. Os Municípios
com maior número de casos foram Oriximiná, Santarém, Alenquer e Prainha. Houve prevalência das infecções
no sexo masculino. Observou-se maior incidência nas faixas de 20 a 29 anos de idade, com 20,51% e 30
a 39 anos, com 14,96%. A faixa etária de 5 a 9 anos apresentou 12,47% dos casos. O Plasmodium vivax
foi mais prevalente (76,84% de todos os casos) em todos os municípios da região. A maioria dos municípios
foi classificada como áreas de baixo risco de transmissão da malária; houve predomínio das formas de
detecção passiva da doença e 75,1% dos casos foram classificados como autóctones. Houve registro de casos
em gestantes e, estes, só ocorreram nos anos de 2009, 2010 e 2011. É marcante a presença da malária na
região, configurando-se em um grande desafio de ordem social, política e econômica, sobretudo por suas
fortes repercussões na saúde da população. Sendo assim, as ações de controle devem ser mantidas e envolver,
necessariamente, todos os segmentos governamentais.

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Publicado

26-03-2019

Como Citar

Sousa, J. R., Santos, A. C. F. dos, Almeida, W. de S., Albarado, K. V. P., Magno, L. D., Rocha, J. A. M. da, & Pimentel, Z. N. de S. (2019). Situação da malária na Região do Baixo Amazonas, Estado do Pará, Brasil, de 2009 a 2013: um enfoque epidemiológico. evista an-Amazônica e aúde, 6(4), 9. https://doi.org/10.5123/S2176-62232015000400006

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Artigo Original