Dupla abordagem de infecções por Trypanosoma cruzi e/ou Plasmodium spp. aplicada ao diagnóstico de doença de Chagas e exposição vetorial triatomínica na Amazônia brasileira

Autores

  • Ana Yecê das Neves Pinto Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil
  • José Eduardo Santos Secretaria Municipal de Saúde de Anajás, Anajás, Pará, Brasil
  • Rosinete Ferreira Maciel Secretaria Municipal de Saúde de Abaetetuba, Abaetetuba, Pará, Brasil
  • Agostinho Santiago Fernandes Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil
  • João Farias Guerreiro Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Vera da Costa Valente Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Nelson Veiga Gonçalves Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Orivaldo de Lima Mota Filho Laboratório Central do Pará, Belém, Pará, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232015000100005

Palavras-chave:

Doença de Chagas, Vigilância Epidemiológica, Surtos de Doenças, Triatomíneos, Malária, Trypanosoma cruzi

Resumo

Como parte da estratégia de vigilância para diagnóstico precoce de doença de Chagas aguda (DCA), buscou-se avaliar transversalmente a incidência de infecções por Trypanosoma cruzi e/ou plasmódios em habitantes de áreas de diferentes níveis de endemicidade para ambas as infecções, além de descrever, pela primeira vez, exposição de populações ribeirinhas ao contato com triatomíneos silvestres. Foram realizados dois inquéritos, um parasitológico e outro soroparasitológico, direcionados a dois contextos diferentes de endemicidade para malária e doença de Chagas, respectivamente. Foram utilizadas as técnicas de gota espessa (GE) e técnicas de enzimaimunoensaio (ELISA) e imunofluorescência indireta para pesquisa de anticorpos IgG anti-T. cruzi. No Município de Anajás, Estado do Pará, Brasil, foram examinadas 1.017 pessoas com história de febre atual ou febre recente/assintomáticas. Do total, 90,3% (918/1.017) apresentaram exame parasitológico negativo e 9,7% (99/1.017) resultados positivos para plasmódios, com infecções por Plasmodium vivax (75/1.017), por P falciparum (21/1.017) e malária mista (2/1.017). Entre os positivos, 45,5% (45/99) eram menores de 12 anos de idade. Foi identificado um caso de infecção por T. cruzi em lâmina de GE e, a partir deste, um surto familiar de DCA. No Município de Abaetetuba, Estado do Pará, foram avaliados 119 indivíduos assintomáticos com história prévia de contato com triatomíneos silvestres. Todos os resultados foram negativos, porém foi corroborada, pela primeira vez, intensa exposição dessa população aos triatomíneos. O caso de DCA diagnosticado por GE demonstrou o sucesso da estratégia de abordagem diagnóstica dupla em febris na Amazônia brasileira. Os índices de infecção por malária, em especial em crianças oligossintomáticas, reforçaram a importância destas como potenciais fontes gametocíticas para a transmissão de plasmódios aos vetores anofelinos. O registro da aproximação entre insetos transmissores de doença de Chagas e a população ribeirinha merece estudos entomológicos de aprofundamento.

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Publicado

16-03-2015

Como Citar

Pinto, A. Y. das N., Santos, J. E., Maciel, R. F., Fernandes, A. S., Guerreiro, J. F., Valente, V. da C., Gonçalves, N. V., & Mota Filho, O. de L. (2015). Dupla abordagem de infecções por Trypanosoma cruzi e/ou Plasmodium spp. aplicada ao diagnóstico de doença de Chagas e exposição vetorial triatomínica na Amazônia brasileira. evista an-Amazônica e aúde, 6(1), 9. https://doi.org/10.5123/S2176-62232015000100005

Edição

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