Avaliação de infecções por Candida em um hospital universitário da região do Vale do Paraíba, Estado de São Paulo, Brasil: distribuição de espécies, colonização, fatores de risco e suscetibilidade antifúngica

Autores

  • Sonia Khouri Universidade do Vale do Paraíba, São José dos Campos, São Paulo, Brasil
  • Luciana da Silva Ruiz Seção de Ciências Biomédicas, Instituto Adolfo Lutz, Bauru, São Paulo, Brasil
  • Marcos Ereno Auler Faculdade de Farmácia, Universidade do Paraná, Guarapuava, Paraná, Brasil
  • Bosco Christiano Maciel da Silva Laboratório de Investigação Médica em Dermatologia e Imunodeficiências, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, São Paulo, Brasil
  • Virgínia Bodelão Richini Pereira Seção de Ciências Biomédicas, Instituto Adolfo Lutz, Bauru, São Paulo, Brasil
  • Carina Domaneschi Faculdade de Odontologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, São Paulo, Brasil
  • Rosane Christine Hahn Laboratório de Micologia, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, Brasil
  • Claudete Rodrigues Paula Faculdade de Odontologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, São Paulo, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232016000200006

Palavras-chave:

Candida, Infecções Nosocomiais, Candida albicans, Antifúngicos

Resumo

A presente pesquisa teve como objetivo realizar um estudo epidemiológico, registrando a prevalência de Candidaspp. que causa infecção, assim como a colonização, distribuição de diferentes espécies em espécimes clínicos de diversos setores de um hospital universitário, fatores de risco e sua suscetibilidade às drogas antifúngicas. Acima de um período de um ano, 100 amostras de Candida de 67 pacientes foram isoladas e identificadas, as quais 74% foram caracterizadas como colonização e 26% como infecção nosocomial. C. albicans foi a mais frequente (40%), seguida de C. tropicalis (25%), C. parapsilosis (21%), C. glabrata (9%), C. rugosa (2%), C. novergensis (1%), C. krusei(1%) e C. guilliermondii (1%). As espécies Candida não albicans representaram 71,4% de casos de colonização e 52,1% de infecção. C. albicans foi a espécie mais comum encontrada nas secreções e no sangue. C. parapsilosis foi a mais isolada das amostras do cateter venoso, enquanto que C. tropicalis e C. glabrata foram as espécies mais frequentemente isoladas em sondas. As alas hospitalares com o maior número de leveduras foram as Unidades de Terapia Intensiva (45%). A falência renal e os múltiplos traumas foram as doenças de base mais frequentes e os principais fatores de risco para colonização ou infecção foram a terapia com antibióticos e procedimentos invasivos. A maioria das amostras mostrou alta suscetibilidade para os agentes antifúgicos estudados. Investigações epidemiológicas desses agentes no ambiente hospitalar são bastante importantes, principalmente no hospital estudado, pois assim medidas preventivas podem ser realizadas contras as infecções.

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Publicado

30-05-2019

Como Citar

Khouri, S., Ruiz, L. da S., Auler, M. E., Silva, B. C. M. da, Pereira, V. B. R., Domaneschi, C., Hahn, R. C., & Paula, C. R. (2019). Avaliação de infecções por Candida em um hospital universitário da região do Vale do Paraíba, Estado de São Paulo, Brasil: distribuição de espécies, colonização, fatores de risco e suscetibilidade antifúngica. evista an-Amazônica e aúde, 7(2), 7. https://doi.org/10.5123/S2176-62232016000200006

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Artigo Original