Análise epidemiológica da hanseníase na Microrregião de Tucuruí, Amazônia brasileira, com alto percentual de incapacidade física e de casos entre jovens
DOI:
https://doi.org/10.5123/S2176-62232017000300002Palavras-chave:
Hanseníase, Epidemiologia Descritiva, Perfil de Saúde, Mycobacterium lepraeResumo
OBJETIVO:
Verificar o perfil epidemiológico da hanseníase na Microrregião de Tucuruí, estado do Pará, Brasil, nos anos de 2010 a 2014.
MATERIAIS E MÉTODOS:
Foram coletados dados sobre os seis municípios da Microrregião de Tucuruí, referentes ao período de 2010 a 2014, disponibilizados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação, organizados em planilhas e analisados estatisticamente no software BioEstat v5.3.
RESULTADOS:
A Microrregião de Tucuruí está na segunda posição em notificações de casos no Estado, na terceira na Região Norte e na 17ª do Brasil; em 2010, registrou 95,53/100.000 habitantes e notificou 1.786 casos no período de 2010 a 2014, sendo 61,5% do sexo masculino; 45,0% na faixa etária de 15 a 39 anos; 66,5% com ensino fundamental como grau de instrução; e predominou a forma multibacilar (68,1%). Aproximadamente um terço (30,1%) da população estudada apresentou algum grau de incapacidade no momento do diagnóstico. É válido ressaltar que 214 casos ocorreram em menores de 15 anos de idade no período estudado, representando 12,0% do total.
CONCLUSÃO:
A Microrregião ainda permanece no perfil de hiperendemicidade, com elevado número de casos entre menores de 15 anos de idade, e/ou algum grau de incapacidade após a alta por cura, o que demonstra a necessidade de adoção de políticas de educação em saúde voltadas para a população em situação de risco, visando o diagnóstico precoce.