Larvas de trematódeos de Biomphalaria spp. (Gastropoda: Planorbidae) de dois municípios do leste da Amazônia Legal brasileira

Autores

  • João Gustavo Mendes Rodrigues Universidade Estadual do Maranhão, Departamento de Química e Biologia, São Luís, Maranhão, Brasil
  • Guilherme Silva Miranda Universidade Estadual do Maranhão, Departamento de Química e Biologia, São Luís, Maranhão, Brasil
  • Maria Gabriela Sampaio Lira Universidade Estadual do Maranhão, Departamento de Química e Biologia, São Luís, Maranhão, Brasil
  • Ranielly Araújo Nogueira Universidade Estadual do Maranhão, Departamento de Química e Biologia, São Luís, Maranhão, Brasil
  • Gleycka Cristine Carvalho Gomes Universidade Estadual do Maranhão, Departamento de Química e Biologia, São Luís, Maranhão, Brasil
  • Remy Santos Cutrim Universidade Federal do Maranhão, Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Biologia, São Luís, Maranhão, Brasil
  • Nêuton Silva-Souza Universidade Estadual do Maranhão, Departamento de Química e Biologia, São Luís, Maranhão, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232017000300006

Palavras-chave:

Helmintofauna, Diversidade, Moluscos

Resumo

OBJETIVO:

Realizar um levantamento da biodiversidade de larvas de trematódeos oriundas de caramujos Biomphalaria spp. obtidos de criadouros naturais de dois municípios do estado do Maranhão, na porção leste da Amazônia Legal brasileira.

MATERIAIS E MÉTODOS:

Os gastrópodes foram coletados bimestralmente em três pontos distintos de São Luís e São Bento, de fevereiro de 2015 a janeiro de 2016. Os moluscos obtidos foram identificados por meio de morfologia externa e interna. As cercárias foram fixadas, coradas e identificadas com o auxílio de chaves taxonômicas.

RESULTADOS:

Foram coletados 2.661 moluscos em São Luís e 1.726 em São Bento, obtendo-se 3,72% (99/2.661) e 4,87% (84/1.726) de planorbídeos positivos para larvas de trematódeos, respectivamente, nas cidades estudadas. A helmintofauna foi representada, em São Luís, por Clinostomidae (0,41%), Diplostomidae (0,56%), Echinostomatidae (0,90%), Schistosomatidae (0,71%), Spirorchiidae (0,41%) e Strigeidae (0,71%); e, em São Bento, por Echinostomatidae (1,80%), Schistosomatidae (0,75%), Spirorchiidae (1,56%) e Strigeidae (0,75%). Entre as cercárias da família Schistosomatidae de ambos os municípios, relatou-se apenas a espécie Schistosoma mansoni. Em São Luís, as espécies de Biomphalaria apresentaram as seguintes taxas de infecção: 1,95% (52/2.661) para Biomphalaria straminea e 1,76% (47/2.661) para Biomphalaria glabrata; em São Bento, essas taxas foram de 4,46% (77/1.726) para B. glabrata e 0,40% (7/1.726) para B. straminea.

CONCLUSÃO:

As cercárias identificadas, com exceção de S. mansoni, foram consideradas primeiros relatos para São Luís, enquanto que, para São Bento, obteve-se o primeiro relato para a família Strigeidae.

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Publicado

24-06-2019

Como Citar

Rodrigues, J. G. M., Miranda, G. S., Lira, M. G. S., Nogueira, R. A., Gomes, G. C. C., Cutrim, R. S., & Silva-Souza, N. (2019). Larvas de trematódeos de Biomphalaria spp. (Gastropoda: Planorbidae) de dois municípios do leste da Amazônia Legal brasileira. evista an-Amazônica e aúde, 8(3), 8. https://doi.org/10.5123/S2176-62232017000300006

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