Alteração mastigatória, ambiente enriquecido e envelhecimento: estudos estereológicos de CA1 do hipocampo de camundongos suíços albinos

Autores

  • Fabíola de Carvalho Chaves de Siqueira Mendes Laboratório de Investigações em Neurodegeneração e Infecção, Hospital Universitário João de Barros Barreto, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil. Centro Universitário do Estado do Pará, CESUPA, Belém, Pará, Brasil
  • André Pinheiro Gurgel Felício Laboratório de Investigações em Neurodegeneração e Infecção, Hospital Universitário João de Barros Barreto, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Cristovam Wanderley Picanço Diniz Laboratório de Investigações em Neurodegeneração e Infecção, Hospital Universitário João de Barros Barreto, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Marcia Consentino Kronka Sosthenes Laboratório de Investigações em Neurodegeneração e Infecção, Hospital Universitário João de Barros Barreto, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232016000400004

Palavras-chave:

Mastigação, Envelhecimento, Astrócitos, Neurodegeneração

Resumo

RESUMO

OBJETIVOS:

Visando investigar os efeitos da alteração da atividade mastigatória sobre a população celular, avaliaram-se as consequências da dieta farelada sobre a quantidade de astrócitos em CA1 (Corno de Ammon 1) do hipocampo. Além disso, consideraram-se os impactos da dieta e possíveis alterações associadas ao ambiente enriquecido e aos processos neuropatológicos que podem surgir durante o envelhecimento.

MATERIAIS E MÉTODOS:

Camundongos fêmeas da variedade suíça albina foram divididos em janelas temporais de 6, 12 e 18 meses. Esses animais, distribuídos em grupos, receberam ração peletizada (RP) ou farelada (RF), sendo criados em ambiente enriquecido ou padrão. Completadas as idades, o material encefálico foi processado para imunohistoquímica da proteína ácida fibrilar glial. Com o auxílio do fracionador óptico, quantificaram-se os astrócitos em CA1, destacando-se variações entre as suas camadas.

RESULTADOS:

O ambiente padrão induziu modificações laminares em diferentes modelos em todas as camadas, identificando aumentos e reduções no número de astrócitos (grupos RP, no Stratum lacunosum-moleculare; e RF, em todas as camadas). No ambiente enriquecido, notaram-se modificações significativas somente na camada piramidal (entre as idades de 6 e 12 meses e de 6 e 18 meses, com redução no número de astrócitos).

CONCLUSÃO:

As diferenças encontradas seriam dependentes da dieta, da idade e do envelhecimento, sugerindo que a astrocitose em camundongos adultos jovens estaria relacionada a mecanismos neuroprotetores e que a privação mastigatória nessa idade influenciaria negativamente essa ação. Ademais, os astrócitos no envelhecimento estariam envolvidos em processos pró-inflamatórios se associados a uma condição de alteração da mastigação, e o enriquecimento ambiental proveria neuroproteção aos efeitos maléficos do envelhecimento e da privação mastigatória.

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Publicado

24-06-2019

Como Citar

Mendes, F. de C. C. de S., Felício, A. P. G., Diniz, C. W. P., & Sosthenes, M. C. K. (2019). Alteração mastigatória, ambiente enriquecido e envelhecimento: estudos estereológicos de CA1 do hipocampo de camundongos suíços albinos. evista an-Amazônica e aúde, 7(4), 10. https://doi.org/10.5123/S2176-62232016000400004

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