Percepções ambientais e fatores associados à ocorrência de anticorpos anti-Leptospira sp. em cães de um reassentamento urbano no município de Porto Alegre, estado do Rio Grande do Sul, Brasil

Autores

  • Marilise Oliveira Mesquita Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Escola de Enfermagem, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
  • Graziella Chaves Trevilato Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Escola de Enfermagem, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
  • Michelle da Silva Schons Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Escola de Enfermagem, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
  • Luiza de Holleben Saraiva Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de Veterinária, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
  • Rogério Oliveira Rodrigues Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor, Laboratório de Leptospirose, Eldorado do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil
  • Luis Gustavo Corbellini Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de Veterinária, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232017000100004

Palavras-chave:

Leptospirose, Fatores de Risco, Comunidades Vulneráveis, Zoonoses

Resumo

OBJETIVOS:

Avaliar a frequência de soropositividade para Leptospira sp. nos cães de um grupo de famílias reassentadas e os fatores de risco para leptospirose canina (percepção dos moradores e fatores ambientais locais).

MATERIAIS E MÉTODOS:

O trabalho foi realizado em um reassentamento urbano, para o qual seus moradores foram transferidos de uma área de ocupação irregular (Vila Dique de Porto Alegre, Rio Grande do Sul), e com condições favoráveis à disseminação da leptospirose. Foi realizado um estudo transversal descritivo com entrevistas em 89 domicílios e 142 coletas de amostras de sangue de cães da comunidade, para sorologia antileptospira, no período de novembro de 2011 a dezembro de 2012.

RESULTADOS:

Das amostras analisadas, 18,3% (26 cães) foram soropositivas, e a sorovariedade mais frequente foi a Icterohaemorrhagiae, presente em 46% das amostras. Para avaliar a hipótese de associação entre soropositividade para Leptospira sp. e percepções ambientais, cuidados com o ambiente e com os cães, foram realizados dois modelos de regressão logística para dados correlacionados. Apenas as variáveis "hábito de caçar ratos" e "acesso à rua" foram significativamente associadas à soropositividade (p < 0,05) no modelo univariado. O modelo multivariado não resultou em diferença quando da inclusão dessas duas variáveis.

CONCLUSÃO:

Por meio das entrevistas e análises sanguíneas dos cães, foi possível verificar os riscos ambientais, no novo reassentamento, que contribuíram para a presença da leptospirose canina na comunidade.

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Publicado

25-06-2019

Como Citar

Mesquita, M. O., Trevilato, G. C., Schons, M. da S., Saraiva, L. de H., Rodrigues, R. O., & Corbellini, L. G. (2019). Percepções ambientais e fatores associados à ocorrência de anticorpos anti-Leptospira sp. em cães de um reassentamento urbano no município de Porto Alegre, estado do Rio Grande do Sul, Brasil. evista an-Amazônica e aúde, 8(1), 5. https://doi.org/10.5123/S2176-62232017000100004

Edição

Seção

Artigo Original