Hemoglobinas de origem africana em comunidades quilombolas do estado do Tocantins, Brasil

Autores

  • Annyelle Figueredo Teles Universidade Federal do Tocantins, Porto Nacional, Tocantins, Brasil
  • Luciana da Costa da Silva Universidade Federal do Tocantins, Porto Nacional, Tocantins, Brasil
  • Amanda Cordeiro da Silva Universidade Federal do Tocantins, Porto Nacional, Tocantins, Brasil
  • Lidiane Oliveira de Souza Universidade Federal do Tocantins, Porto Nacional, Tocantins, Brasil
  • Márcio Galdino dos Santos Universidade Federal do Tocantins, Porto Nacional, Tocantins, Brasil
  • Carla Simone Seibert Universidade Federal do Tocantins, Porto Nacional, Tocantins, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232017000100006

Palavras-chave:

Anemia Falciforme, Traço Falciforme, Hemoglobina C, Hemoglobina Falciforme

Resumo

OBJETIVO:

Verificar a incidência de hemoglobinas de descendência africana (HbS e HbC) em comunidades quilombolas do estado do Tocantins, Brasil.

MATERIAIS E MÉTODOS:

Foi coletado o sangue de quilombolas em 14 comunidades do Estado; a triagem foi realizada em eletroforese de acetato de celulose (pH 8,6), e aquelas com padrão alterado foram submetidas à cromatografia líquida de alta eficiência, sendo registrados o gênero e a idade das pessoas amostradas.

RESULTADOS:

A análise dos resultados demonstrou que, dos 822 quilombolas investigados, 95 apresentaram hemoglobinas anormais, sendo 0,5% com doença falciforme (HbSS); 5,7% traço para hemoglobina S (HbAS); 4,9% traço para hemoglobina C (HbAC); 0,2% com hemoglobina fetal aumentada; 0,1% com hemoglobina A2 aumentada; e 88,4% com hemoglobina normal (HbAA). HbSS foi observada na faixa etária infantil e adolescente e HbAS e HbAC em todas as faixas etárias. Em relação ao sexo, não foi possível sugerir o efeito materno para HbS, devido ao maior quantitativo de pessoas do sexo masculino com essa informação genética.

CONCLUSÃO:

Neste estudo, a incidência das HbS e HbC, observada nas comunidades quilombolas, esteve dentro do esperado para a Região Norte do Brasil. No entanto, destacam-se a elevada prevalência da doença falciforme e a grande frequência de traço falciforme em algumas das comunidades estudadas, com atenção especial para a região sul do Estado. Desse modo, os resultados aqui apresentados sinalizam risco iminente para o aumento da incidência da doença no Tocantins.

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Publicado

25-06-2019

Como Citar

Teles, A. F., Silva, L. da C. da, Silva, A. C. da, Souza, L. O. de, Santos, M. G. dos, & Seibert, C. S. (2019). Hemoglobinas de origem africana em comunidades quilombolas do estado do Tocantins, Brasil. evista an-Amazônica e aúde, 8(1), 8. https://doi.org/10.5123/S2176-62232017000100006

Edição

Seção

Artigo Original