Administração de recursos humanos em saúde e humanização: o viés hermenêutico

Autores

  • José Guilherme Wady Santos Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, Instituto de Filosofia e Ciecias Humanas, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Maria Angélica Alberto do Espírito Santo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, Instituto de Filosofia e Ciecias Humanas, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232011000300007

Palavras-chave:

Administração de Recursos Humanos em Saúde, Humanização da Assistência, Filosofia Médica

Resumo

RESUMO

A Política Nacional de Humanização é considerada uma forte possibilidade de reconstrução da produção do cuidado em saúde. Diversos estudos a têm discutido sob as perspectivas teórico-prática e/ou filosófica que lhe dão sustentação. Este artigo também se habilita a discuti-la, mas sob o viés da administração de recursos humanos em saúde. Para tanto, consideramos que é no interior dessa prática que as relações também são intensamente marcadas pelo trabalho vivo em ato e, por isso, é nelas que devem ser mapeados, principalmente, os novos territórios das chamadas tecnologias relacionais. É nessa atividade que se dá a condição unívoca de constituição das (inter)subjetividades que permeiam as relações que marcam os encontros ocorridos na área, e onde se dá a produção de significados que medeiam a relação homem-mundo/texto. Tal possibilidade centrou-se na hermenêutica de Gadamer, no que ela pode contribuir para a ampliação dessa política e para o viés aqui enfocado. Defende-se que a política de humanização se configure para além de suas próprias diretrizes, devendo transcender às prescrições tecnicistas e aos modos de produção de sujeitos atuais, destacando a urgência de se rediscutir a categoria sujeito dentro da gestão precarizada do trabalho. Defende-se a possibilidade de mudança nos encontros tradicionalmente marcados por modos de desafetação/desvinculação do outro para um encontro onde os coletivos possam estar ancorados pela dialogicidade defendida por Gadamer, o que poderia levar ao reconhecimento dos diferentes atores que coabitam o serviço, reconhecendo-os mutuamente como sujeitos legítimos.

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Publicado

30-09-2011

Como Citar

Santos, J. G. W., & Santo, M. A. A. do E. (2011). Administração de recursos humanos em saúde e humanização: o viés hermenêutico. evista an-Amazônica e aúde, 2(3), 8. https://doi.org/10.5123/S2176-62232011000300007

Edição

Seção

Artigo de Revisão