Soroprevalência do vírus linfotrópico de células T humanas em comunidades ribeirinhas da região nordeste do Estado do Pará, Brasil

Autores

  • Louise de Souza Canto Ferreira Faculdade de Farmácia, Centro Universitário do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Jaqueline Helen Godinho Costa Faculdade de Ciências Biológicas, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Carlos Araújo da Costa Núcleo de Medicina Tropical, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Marly de Fátima Carvalho de Melo Programa Luz na Amazônia, Faculdade de Farmácia, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Marizete Lopes Andrade Programa Luz na Amazônia, Sociedade Bíblica do Brasil, Belém, Pará, Brasil
  • Luisa Carício Martins Núcleo de Medicina Tropical, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Edna Aoba Yassui Ishikawa Núcleo de Medicina Tropical, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Maisa Silva de Sousa Núcleo de Medicina Tropical, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232010000300014

Palavras-chave:

Deltaretrovirus, Estudos Transversais, Estudos Soroepidemiológicos, ELISA

Resumo

RESUMO

O vírus-T linfotrópico humano do tipo 1 (HTLV-1) foi o primeiro retrovírus humano a ser identificado e está associado a várias doenças debilitantes. O Estado do Pará é o terceiro do Brasil com maior frequência de infecção por HTLV entre doadores de sangue. As comunidades ribeirinhas são carentes de ações de educação e assistência à saúde, pela característica de terem moradias espalhadas ao longo de furos e pela dificuldade de acesso aos centros urbanos. Este estudo objetivou investigar a infecção causada pelo HTLV em comunidades ribeirinhas do nordeste paraense, atendidas pelo Programa Luz na Amazônia, entre fevereiro de 2009 e junho de 2010. Pesquisa de anticorpos anti-HTLV-1/2 foi realizada em 175 ribeirinhos, sendo 30 (17,14%) da comunidade de São Pedro (Acará); 62 (35,43%) da comunidade do Furo do Aurá (Belém) e 83 (47,43%) de Santa Maria (Acará). Nos casos reagentes, métodos de biologia molecular foram utilizados para confirmação da infecção e identificação do tipo viral. A prevalência total do HTLV-1 foi de 1,14% (2/175), variando entre zero (0/34) em São Pedro, 1,20% (1/83) em Santa Maria e 1,61% (1/62) no Furo do Aurá. O HTLV-1 foi identificado em duas das 117 (1,71%) famílias analisadas das três comunidades. Não foi observado nenhum caso de transmissão familiar na amostra. O HTLV-2 não foi encontrado na amostra estudada. Este estudo demonstrou a ocorrência de HTLV-1 nas comunidades ribeirinhas estudadas, com frequências semelhantes às de populações urbanas, indicando a necessidade de maior investigação e ações de prevenção das doenças associadas ao vírus nessas comunidades.

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Publicado

09-08-2022

Como Citar

Ferreira, L. de S. C., Costa, J. H. G., Costa, C. A. da, Melo, M. de F. C. de ., Andrade, M. L., Martins, L. C., Ishikawa, E. A. Y. ., & Sousa, M. S. de. (2022). Soroprevalência do vírus linfotrópico de células T humanas em comunidades ribeirinhas da região nordeste do Estado do Pará, Brasil. evista an-Amazônica e aúde, 1(3), 6. https://doi.org/10.5123/S2176-62232010000300014

Edição

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