Alta incidência da infecção urogenital por Chlamydia trachomatis em mulheres parturientes de Belém, Estado do Pará, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.5123/S2176-62232016000400012Palavras-chave:
Doenças Sexualmente Transmissíveis, Gestantes, Saúde da MulherResumo
INTRODUÇÃO:
A infecção sexual por Chlamydia trachomatis é a infecção bacteriana sexualmente transmissível mais prevalente do mundo. É assintomática em até 80% dos casos e está associada à doença inflamatória pélvica, infertilidade tubária, parto prematuro, aborto, gravidez ectópica, doença respiratória no recém-nascido e mortalidade neonatal.
OBJETIVO:
Verificar a incidência e os fatores associados à infecção urogenital de C. trachomatis em parturientes de uma maternidade pública de referência em Belém, Estado do Pará, Brasil, entre o período de 21 de novembro a 8 de dezembro de 2011.
MATERIAIS E MÉTODOS:
As participantes do estudo assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e responderam um questionário padronizado. A detecção de C. trachomatis foi realizada através do sistema COBAS Amplicor CT/NG (Roche Molecular Systems, Branchburg, NJ, EUA), seguindo as recomendações do fabricante. Na análise estatística, foi utilizado o programa BioEstat v5.0 e o teste Odds ratio foi empregado para a análise das variáveis. O p ≤ 0,05 foi considerado estatisticamente significativo, com intervalo de confiança de 95%.
RESULTADOS:
A incidência da infecção urogenital por C. trachomatis foi de 18% (22/122); a infecção esteve significantemente associada às parturientes de idade igual ou inferior a 25 anos (p = 0,014) e às que não realizaram o pré-natal (p = 0,0029).
CONCLUSÃO:
A alta incidência de C. trachomatis em parturientes de uma grande maternidade mostra a necessidade da elaboração de políticas de saúde voltadas para as estratégias de triagem e prevenção das infecções sexualmente transmissíveis em grávidas e em neonatos na Região Amazônica brasileira.