Alta incidência da infecção urogenital por Chlamydia trachomatis em mulheres parturientes de Belém, Estado do Pará, Brasil

Autores

  • Leonardo Miranda dos Santos Laboratório de Biologia Molecular e Celular, Núcleo de Medicina Tropical, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Ildson Rosemberg Alves de Souza Faculdade de Ciências Biológicas, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Luiz Henrique Campos Holanda Laboratório de Biologia Molecular e Celular, Núcleo de Medicina Tropical, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Jorge Oliveira Vaz Faculdade de Medicina, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Mihoko Yamamoto Tsutsumi Laboratório de Citopatologia, Faculdade de Biomedicina, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Edna Aoba Yassui Ishikawa Laboratório de Biologia Molecular e Celular, Núcleo de Medicina Tropical, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Maísa Silva de Sousa Laboratório de Biologia Molecular e Celular, Núcleo de Medicina Tropical, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232016000400012

Palavras-chave:

Doenças Sexualmente Transmissíveis, Gestantes, Saúde da Mulher

Resumo

RESUMO

INTRODUÇÃO:

A infecção sexual por Chlamydia trachomatis é a infecção bacteriana sexualmente transmissível mais prevalente do mundo. É assintomática em até 80% dos casos e está associada à doença inflamatória pélvica, infertilidade tubária, parto prematuro, aborto, gravidez ectópica, doença respiratória no recém-nascido e mortalidade neonatal.

OBJETIVO:

Verificar a incidência e os fatores associados à infecção urogenital de C. trachomatis em parturientes de uma maternidade pública de referência em Belém, Estado do Pará, Brasil, entre o período de 21 de novembro a 8 de dezembro de 2011.

MATERIAIS E MÉTODOS:

As participantes do estudo assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e responderam um questionário padronizado. A detecção de C. trachomatis foi realizada através do sistema COBAS Amplicor CT/NG (Roche Molecular Systems, Branchburg, NJ, EUA), seguindo as recomendações do fabricante. Na análise estatística, foi utilizado o programa BioEstat v5.0 e o teste Odds ratio foi empregado para a análise das variáveis. O p ≤ 0,05 foi considerado estatisticamente significativo, com intervalo de confiança de 95%.

RESULTADOS:

A incidência da infecção urogenital por C. trachomatis foi de 18% (22/122); a infecção esteve significantemente associada às parturientes de idade igual ou inferior a 25 anos (p = 0,014) e às que não realizaram o pré-natal (p = 0,0029).

CONCLUSÃO:

A alta incidência de C. trachomatis em parturientes de uma grande maternidade mostra a necessidade da elaboração de políticas de saúde voltadas para as estratégias de triagem e prevenção das infecções sexualmente transmissíveis em grávidas e em neonatos na Região Amazônica brasileira.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Publicado

25-06-2019

Como Citar

Santos, L. M. dos, Souza, I. R. A. de, Holanda, L. H. C., Vaz, J. O., Tsutsumi, M. Y., Ishikawa, E. A. Y., & Sousa, M. S. de. (2019). Alta incidência da infecção urogenital por Chlamydia trachomatis em mulheres parturientes de Belém, Estado do Pará, Brasil. evista an-Amazônica e aúde, 7(4), 6. https://doi.org/10.5123/S2176-62232016000400012

Edição

Seção

Comunicação

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)