Turismo de risco para esquistossomose mansônica em Porto de Galinhas, Estado de Pernambuco, Brasil

Autores

  • Constança Simoes Barbosa Laboratório de Esquistossomose, Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, Fundação Oswaldo Cruz, Recife, Pernambuco, Brasil
  • Amanda Talita Oliveira Frutuoso de Souza Laboratório de Esquistossomose, Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, Fundação Oswaldo Cruz, Recife, Pernambuco, Brasil
  • Onicio Batista Leal Neto Laboratório de Esquistossomose, Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, Fundação Oswaldo Cruz, Recife, Pernambuco, Brasil
  • Elainne Christine de Souza Gomes Laboratório de Esquistossomose, Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, Fundação Oswaldo Cruz, Recife, Pernambuco, Brasil
  • Karina Conceição Gomes Machado de Araujo Universidade Federal de Sergipe, Aracaju, Sergipe, Brasil
  • Ricardo José de Paula Souza e Guimarães Laboratório de Geoprocessamento, Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232015000300007

Palavras-chave:

Localização Geográfica de Risco, Esquistossomose, Transmissão de Doença Infecciosa, Meio Ambiente, Saúde do Viajante, Geoprocessamento

Resumo

Apesar do balneário Porto de Galinhas - situado no Município de Ipojuca, Estado de Pernambuco, Brasil - ser o destino turístico mais procurado no Estado, inúmeras pousadas vêm sendo construídas em áreas sem saneamento, onde proliferam criadouros e focos de Biomphalaria glabrata, o principal caramujo transmissor da esquistossomose mansoni. A localidade é considerada endêmica para esta doença e, na estação das chuvas, o risco de exposição aumenta, com ruas e quintais repletos de caramujos, o que promove a infecção sazonal da população que transita por aquele ambiente. O objetivo do estudo foi: (1) realizar mapeamento georreferenciado de hotéis, pousadas, criadouros e focos de caramujos vetores da esquistossomose na localidade Merepe III, pelo uso de GPS; (2) verificar a distância e a influência entre os criadouros, focos e os locais de hospedagem, por meio da construção de mapas de Kernel; e (3) definir o risco espacial para exposição ou contaminação dos turistas, pela construção de mapas temáticos Kernel, mostrando a sobreposição da expansão da lâmina dágua com caramujos vetores sobre os locais de hospedagem. A localidade Merepe III apresentou 37 locais de hospedagem, sete criadouros e um foco de B. glabrata. O mapa Kernel mostrou que 24,32%, 45,95% e 70,27% dos locais de hospedagem ficam dentro de um raio de 100, 200 e 300 m, respectivamente, do foco de transmissão dos vetores da esquistossomose. A lâmina d'água das chuvas, os criadouros e focos sobrepõem-se, mostrando a área de risco de exposição para os turistas que transitarem pelas ruas de Porto de Galinhas.

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Publicado

30-04-2019

Como Citar

Barbosa, C. S., Souza, A. T. O. F. de, Neto, O. B. L., Gomes, E. C. de S., Araujo, K. C. G. M. de, & Guimarães, R. J. de P. S. e. (2019). Turismo de risco para esquistossomose mansônica em Porto de Galinhas, Estado de Pernambuco, Brasil. evista an-Amazônica e aúde, 6(3), 8. https://doi.org/10.5123/S2176-62232015000300007

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