Frequência e distribuição anual de resistência da tuberculose na rede de laboratórios de saúde pública do Estado do Pará, Brasil

Autores

  • Maria Luiza Lopes Programa de Pós-graduação em Biologia Parasitária da Amazônia, Universidade do Estado do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Emilyn Costa Conceição Programa de Pós-graduação em Biologia Parasitária da Amazônia, Universidade do Estado do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Ricardo José de Paula Souza e Guimarães Laboratório de Geoprocessamento, Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Ana Roberta Fusco da Costa Seção de Bacteriologia e Micologia, Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Karla Valéria Batista Lima Seção de Bacteriologia e Micologia, Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232012000400003

Palavras-chave:

Mycobacterium tuberculosis, Tuberculose, Resistência a Múltiplos Medicamentos, Rifampicina, Isoniazida

Resumo

Este estudo descreveu a frequência e variedade de casos de tuberculose multirresistente (TBMR) no Estado do Pará, Brasil. A fim de registrar a epidemiologia e a distribuição espacial da doença, foram utilizados testes de suscetibilidade antimicrobiana (TSA) e do método proporcional (MP). O TSA foi realizado em 848 amostras no Instituto Evandro Chagas e em um laboratório central de saúde pública naquele Estado. De todos os pacientes incluídos no estudo, 358 (42,2%) eram resistentes a pelo menos um medicamento antituberculose (anti-TB). A porcentagem das resistências primária, adquirida e TBMR foi de 30,4%, 69,3% e 42,2%, respectivamente. A TBMR foi detectada em 223 (26,3%) amostras. A TBMR primária foi encontrada em 14% dos pacientes tratados anteriormente, enquanto que 48% apresentaram a resistência adquirida e 62% exibiram resistência combinada. De todos os grupos etários, o de 25-36 anos (média de idade de 38,7 ± 15) apresentou a maior proporção de casos resistentes (26%). Sete cidades do Estado apresentaram 59,6% dos casos documentados no estudo. Estes resultados refletem a baixa qualidade dos cuidados de saúde com os doentes nestas cidades. Observa-se ainda, a necessidade de maiores cuidados dos médicos para com os pacientes durante o tratamento e realização, com maior frequência, dos testes de sensibilidade aos medicamentos anti-TB. O número de casos de TB no Pará não variou significativamente durante o período estudado, porém os pesquisadores notaram um ligeiro aumento na proporção de casos resistentes aos medicamentos relacionados com o número total de casos notificados no Estado. Esta mudança nas taxas de resistência reflete a necessidade de melhorar a qualidade dos serviços de saúde para a atenção à TB. A concentração de casos de tuberculose foi observada em alguns municípios e nos bairros da Cidade de Belém.

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Publicado

22-06-2020

Como Citar

Lopes, M. L., Conceição, E. C., Guimarães, R. J. de P. S. e, Costa, A. R. F. da, & Lima, K. V. B. (2020). Frequência e distribuição anual de resistência da tuberculose na rede de laboratórios de saúde pública do Estado do Pará, Brasil. evista an-Amazônica e aúde, 3(4), 7. https://doi.org/10.5123/S2176-62232012000400003

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