Trajetória da rubéola no Estado do Pará, Brasil: rumo à erradicação

Autores

  • Marluce Matos de Moraes Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Ana Cecília Ribeiro Cruz Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Dorotéa de Fátima Lobato da Silva Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil
  • ernanda do Espírito Santo Sagica Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Elisabeth Conceição de Oliveira Santos Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232015000100003

Palavras-chave:

Rubéola, Síndrome da Rubéola Congênita, Vacina contra Rubéola, Erradicação de Doenças

Resumo

OBJETIVO: Descrever a trajetória da rubéola a partir do perfil soroepidemiológico de indivíduos referenciados ao Instituto Evandro Chagas (IEC) no período de 1989 a 2012, e comparar os resultados antes e após a introdução da vacina contra a rubéola no Estado do Pará, Brasil, pelo programa nacional de imunizações. 
METODOLOGIA: Estudo retrospectivo com análise de resultados dos testes de dosagem de anticorpos IgG e IgM ao vírus da rubéola pelo método de ELISA em 50.439 indivíduos de diferentes faixas etárias, encaminhados ao IEC para investigação diagnostica de doenças exantemáticas, nos períodos de 1989-1999 (antes da vacina) e 2000-2012 (após a vacina). 
RESULTADOS: A prevalência da rubéola no estudo mostrou declínio significativo da infecção de 17,26% para 2,23% após o período vacinal; a frequência da imunidade aumentou de 48,30% para 79,39%; a suscetibilidade declinou de 34,54% para 18,38%. Gestantes infectadas: 9,3% no período anterior à vacinação e 0,6% após o período vacinal. Foram registrados 37 casos de síndrome da rubéola congênita (SRC) no período anterior à vacinação, e 11 casos após a vacinação. De 2010 a 2012 não foram registrados casos autóctones da doença e nem de SRC. 
CONCLUSÃO: O fortalecimento da vigilância epidemiológica, a capacitação de profissionais da área da saúde nos planos de erradicação com o serviço de sentinela, e as estratégias de campanhas de vacinação, com a introdução da vacina contra a rubéola no esquema de rotina, tiveram significativo impacto na redução dos casos de rubéola e SRC, contribuindo para a erradicação.

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Publicado

16-03-2015

Como Citar

Moraes, M. M. de, Cruz, A. C. R., Silva, D. de F. L. da, Sagica, ernanda do E. S., & Santos, E. C. de O. (2015). Trajetória da rubéola no Estado do Pará, Brasil: rumo à erradicação. evista an-Amazônica e aúde, 6(1), 10. https://doi.org/10.5123/S2176-62232015000100003

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