Contribuição pioneira do Instituto Evandro Chagas para a saúde ambiental na Amazônia em 25 anos da Seção de Meio Ambiente
DOI:
https://doi.org/10.5123/S2176-62232016000500009Palavras-chave:
Saúde Ambiental, Exposição, Mercúrio, VigilânciaResumo
A emergência dos problemas ambientais e suas repercussões na saúde pública, especialmente em populações da Amazônia brasileira, levaram à criação da Seção de Meio Ambiente (SAMAM) do Instituto Evandro Chagas, representando uma inovação institucional, contextualizada no debate mundial e nacional sobre os impactos ambientais de origem antrópica, no início da década de 1990. O programa de pesquisa inicial da SAMAM, dedicado ao estudo de populações expostas ao mercúrio na Amazônia, reuniu grande conteúdo de informações sobre características epidemiológicas, clínicas e laboratoriais de diversos grupos populacionais pesquisados, incluindo ribeirinhos, populações urbana, rural e indígena. Evidenciou-se a necessidade de intensificação da vigilância em saúde dessas populações, devido à persistência e magnitude da exposição observada em alguns locais, associada a condições de vida e morbidade, que podem favorecer o risco de efeitos adversos. Além do programa de mercúrio, a SAMAM também tem desenvolvido estudos sobre outros contaminantes e sobre a qualidade das águas de consumo humano, superficial e subterrânea, para avaliação de indicadores preconizados pela legislação (bactérias, parâmetros físico-químicos, metais e agrotóxicos, dentre outros) e outros possíveis biomarcadores de interesse para a saúde ambiental, como plâncton e vírus. A atuação da SAMAM no Sistema Nacional de Vigilância em Saúde Ambiental é reconhecida em áreas como qualidade da água, metais e agrotóxicos, estando em expansão em outras áreas como cianobactérias e virologia ambiental. A SAMAM também tem contribuído para a capacitação de pessoas do Brasil e do exterior em metodologias analíticas e saúde ambiental.