Detecção de atividade de fosfatase ácida nos hemócitos de Biomphalaria glabrata (Gastropoda: Planorbidae): um estudo em moluscos da Região Amazônica, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.5123/S2176-62232015000100006Palavras-chave:
Biomphalaria glabrata, Schistosoma mansoni, Hemócitos, Fosfatase Ácida, CitoquímicaResumo
Foram utilizados hemócitos de planorbídeos da espécie Biomphalaria glabrata para a realização de citoquímica para detecção de atividade da fosfatase ácida, usando a técnica de laranja de acridina, com o objetivo de marcação de compartimentos ácidos citoplasmáticos. Essa espécie de caramujo é a mais utilizada para o estudo de interação parasito-hospedeiro devido à maior suscetibilidade em infectar-se pelo Schistosoma mansoni e por ser capaz de grande multiplicação parasitária em seus tecidos, apesar da atividade do seu sistema imunológico. A citoquímica ultraestrutural foi também utilizada para marcação de atividade da fosfatase ácida em inclusões citoplasmáticas limitadas por membrana. Os resultados mostram que o uso de laranja de acridina possibilita a marcação de compartimentos ácidos no interior de granulócitos; entretanto, essa marcação não ocorreu em hialinócitos, o que pode auxiliar na distinção desses dois tipos de células presentes na hemolinfa desse molusco. A citoquímica ultraestrutural possibilitou a visualização de depósitos eletrodensos localizados no interior dos grânulos citoplasmáticos constituídos basicamente por membranas, confirmando a atividade da fosfatase ácida.