Aproveitamento nutricional e tecnológico dos frutos da castanhola (Terminalia catappa Linn.)

Autores

  • Amanda Larissa Garça de Souza Faculdade de Nutrição, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Maria Caroline Rodrigues Ferreira Faculdade de Engenharia de Alimentos, Instituto de Tecnologia, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Letícia Ramos de Miranda Faculdade de Nutrição, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Rayssa Caroline de Almeida Silva Silvino Faculdade de Nutrição, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Natasha Dantas Lorenzo Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Universidade de São Paulo, São Paulo, São Paulo, Brasil
  • Nádia Cristina Fernandes Correa Faculdade de Engenharia de Alimentos, Instituto de Tecnologia, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Orquídea Vasconcelos dos Santos Faculdade de Nutrição, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232016000300003

Palavras-chave:

Castanhola, Aproveitamento Nutricional, Extratos Vegetais

Resumo

Esta pesquisa teve como objetivo aplicar tecnologias analíticas ao fruto da castanhola (Terminalia catappa Linn.), com vistas à agregação de valor nutricional a este fruto característico de áreas urbanas com função clássica de arborização. Seus frutos normalmente têm se mostrado apenas como um contaminante ambiental, com pouco aproveitamento nos mais diversos setores econômicos. Assim, há a necessidade de aplicação de metodologias de base em análise alimentar para rastrear a qualidade nutricional e funcional de partes comestíveis ou não deste fruto, isolando seus compostos, como o óleo de sua amêndoa. Os resultados da aplicação de tecnologias de extração de óleos, via sólido-líquido, com solventes orgânicos, mostrou uma elevada concentração de macronutrientes em termos quantitativos, com rendimento médio de 52,85%. Quando analisado sob a vertente dos padrões de qualidade da legislação brasileira vigente, o fruto mostrou-se com bom padrão de qualidade expresso pelos seus valores de acidez e peróxido abaixo dos valores preconizados. Sua qualidade funcional, relacionada ao seu perfil cromatográfico, mostrou predominância em ácidos graxos insaturados, com considerável destaque para os ácidos graxos oleico (33,87%), linoleico (22,24%) e linolênico com (0,068%), sendo estes conhecidos respectivamente como ômegas 9, 6 e 3. Estes dados demonstram sua elevada importância para a nutrição, com base nos lipídios funcionais expressos na sua constituição, uma vez que estes são elementos pró e anti-inflamatórios orgânicos, responsáveis diretos pela manutenção da defesa imunológica humana, e não como têm sido predominantemente vistos, como contaminantes ambientais.

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Publicado

13-06-2019

Como Citar

Souza, A. L. G. de, Ferreira, M. C. R., Miranda, L. R. de, Silvino, R. C. de A. S., Lorenzo, N. D., Correa, N. C. F., & Santos, O. V. dos. (2019). Aproveitamento nutricional e tecnológico dos frutos da castanhola (Terminalia catappa Linn.). evista an-Amazônica e aúde, 7(3), 7. https://doi.org/10.5123/S2176-62232016000300003

Edição

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