Flebotomíneos (Psychodidae: Phlebotominae) de área endêmica para leishmaniose cutânea e visceral no nordeste do estado do Pará, Brasil

Autores

  • Walter Souza Santos Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Parasitologia, Laboratório de Epidemiologia das Leishmanioses, Ananindeua, Pará, Brasil http://orcid.org/0000-0002-1857-9634
  • Fellipe Diogo Ortega Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Parasitologia, Laboratório de Epidemiologia das Leishmanioses, Ananindeua, Pará, Brasil http://orcid.org/0000-0001-5473-2539
  • Alves Ribeiro Alves Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Parasitologia, Laboratório de Epidemiologia das Leishmanioses, Ananindeua, Pará, Brasil http://orcid.org/0000-0001-7334-2747
  • Veracilda Ribeiro lves Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Parasitologia, Laboratório de Epidemiologia das Leishmanioses, Ananindeua, Pará, Brasil http://orcid.org/0000-0001-7334-2747
  • Lourdes Maria Garcez Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Parasitologia, Laboratório de Epidemiologia das Leishmanioses, Ananindeua, Pará, Brasil; Universidade do Estado do Pará, Departamento de Patologia, Belém, Pará, Brasil http://orcid.org/0000-0003-2231-3561

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-6223201900059

Palavras-chave:

Ecologia de Vetores, Leishmania, Entomologia, Medidas em Epidemiologia, Vigilância Ambiental em Saúde, Variação Sazonal

Resumo

RESUMO

INTRODUÇÃO:

Em Tomé-Açu, estado do Pará, Brasil, onde as leishmanioses cutânea e visceral são endêmicas, não há estudos sobre a fauna de flebotomíneos, sendo importante compreender o efeito das alterações ambientais no ciclo dessas doenças.

OBJETIVO:

Realizar um inquérito entomológico no intra e extradomicílio de residências de duas áreas rurais de Tomé-Açu com casos de leishmanioses notificados.

MATERIAIS E MÉTODOS:

Capturas entomológicas foram realizadas durante os meses de setembro e outubro de 2014 (seca) e de março de 2015 (chuvoso), em casas de duas áreas rurais do município, Ubim e Vila Socorro, utilizando armadilhas luminosas tipo CDC.

RESULTADOS:

Um total de 1.129 flebotomíneos foi capturado. Os espécimes foram agrupados em 12 gêneros e 35 espécies, com predomínio de Lutzomyia longipalpis (35,0%; 395), principal vetor de Leishmania (Leishmania) infantum. Embora menos frequentes, outras espécies importantes na transmissão das leishmanias causadoras da leishmaniose cutânea também foram capturadas, tais como Bichromomyia flaviscutellata, Nyssomyia antunesi, Psychodopygus davisi, Psychodopygus carrerai, Lutzomyia gomezi e Nyssomyia whitmani. A quantidade de flebotomíneos foi maior durante o período chuvoso. Nos galinheiros, foi detectado um maior número de espécies, o que pode indicar uma associação entre os insetos e as aves domésticas. Lu. longipalpis foi abundante em ambas as estações.

CONCLUSÃO:

A presença de galinheiros no peridomicílio e a falta de barreiras físicas nas residências são fatores que podem favorecer a transmissão de Leishmania spp. na localidade. Os resultados deste estudo podem servir como linha de base para a orientação das ações de vigilância entomológica e controle vetorial em Tomé-Açu.

Palavras-chave: Ecologia de Vetores; Leishmania; Entomologia; Medidas em Epidemiologia; Vigilância Ambiental em Saúde; Variação Sazonal

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Publicado

19-11-2019

Como Citar

Santos, W. S., Ortega, F. D., Alves, A. R., lves, V. R., & Garcez, L. M. (2019). Flebotomíneos (Psychodidae: Phlebotominae) de área endêmica para leishmaniose cutânea e visceral no nordeste do estado do Pará, Brasil. evista an-Amazônica e aúde, 10, 8. https://doi.org/10.5123/S2176-6223201900059

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