Infecções relacionadas à assistência à saúde em pacientes HIV-positivos e HIV/aids-negativos: uma casuística da Região Amazônica

Autores

  • Danielle Saraiva Tuma dos Reis Faculdade de Enfermagem, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil. Enfermaria de Doenças Infecciosas, Hospital Universitário João de Barros Barreto, Belém, Pará, Brasil
  • Irna Carla do Rosário Souza Carneiro Departamento de Doenças Infecciosas, Universidade Estadual do Pará, Belém, Pará, Brasil. Departamento de Doenças Infecciosas, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Dilma Costa de Oliveira Neves Departamento de Doenças Infecciosas, Universidade Estadual do Pará, Belém, Pará, Brasil. Centro Universitário do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Lourival Rodrigues Marsola Comitê de Controle de Infecção Hospitalar, Hospital Universitário João de Barros Barreto, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Rita Catarina Medeiros Sousa Departamento de Doenças Infecciosas, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil. Seção de Virologia, Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Belém, Pará, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232013000200004

Palavras-chave:

Infecção Hospitalar, HIV, Pneumonia, Fatores de Risco

Resumo

OBJETIVO: Investigar e comparar a incidência de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), envolvendo pacientes HIV e não HIV/aids.
MÉTODO: Estudo analítico, observacional e prospectivo ocorrido na Enfermaria de Doenças Infecciosas do Hospital Universitário João de Barros Barreto em Belém, Estado do Pará, Brasil. Pacientes: Internos, portadores de HIV e não HIV/aids, de fevereiro a dezembro de 2007, com monitoramento diário da admissão até a alta hospitalar.
RESULTADOS: Durante o período de estudo, foram relatados 20.276 pacientes/dia. De 1.130 pacientes com alta, 40 contraíram IRAS, e as IRAS ocorreram mais frequentemente nos HIV-positivos (57,5%), com 29 (60,4%) episódios de IRAS (p ≤ 0,05). Um total de 11 (55%) HIV-positivos apresentou contagem de células TCD4 < 100 células/mm3, e 15 (65,22%) HIV-positivos morreram de complicações associadas com as IRAS (p = 0,009). A infecção mais frequente foi a do trato urinário, associada ao uso de cateter urinário, 1.000 cateteres-dia em pacientes não HIV, com 12,11 episódios (p = 0,13). Entretanto, os HIV-positivos apresentaram pneumonia mais frequentemente, com 1,6 episódios em 1.000 pacientes-dia (p = 0,04).
CONCLUSÃO: As IRAS apresentam maior probabilidade de ocorrência em HIV-positivos, provavelmente devido as suas condições de imunidade, e esse risco, que está associado com procedimentos invasivos, justifica a necessidade de medidas preventivas.

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Publicado

12-06-2020

Como Citar

Reis, D. S. T. dos, Carneiro, I. C. do R. S., Neves, D. C. de O., Marsola, L. R., & Sousa, R. C. M. (2020). Infecções relacionadas à assistência à saúde em pacientes HIV-positivos e HIV/aids-negativos: uma casuística da Região Amazônica. evista an-Amazônica e aúde, 4(2), 6. https://doi.org/10.5123/S2176-62232013000200004

Edição

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Artigo Original

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