The importance of Anopheles darlingi root, 1926 and Anopheles marajoara Galvão and Damasceno, 1942 in the transmission of malaria in the Municipality of Macapá, Amapá State, Brazil
DOI:
https://doi.org/10.5123/S2176-62232010000400016Keywords:
Anopheles, Insetos Vetores, Malária, Variações Sazonais, Estudos Longitudinais, ELISAAbstract
INTRODUÇÃO: No Município de Macapá, Estado do Amapá, Brasil, a malária ocorre principalmente na área periurbana, que se caracteriza por ressaca, pela presença de fragmentos de floresta e assentamentos desordenados (invasões).
OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi verificar a importância dos Anopheles darlingi e An. marajoara na transmissão de malária em Macapá. O estudo foi realizado de outubro de 2007 a setembro de 2008, na comunidade de Lagoa dos índios.
RESULTADOS: Foram coletados 4.601 mosquitos, em 360 h de coleta com método de atração, dos quais 3.029 foram Anopheles marajoara (65,8%), 917 An. darlingi (19,9%), 429 An. braziliensis (9,3%), 203 An. triannulatus (4,5%), 18 An. peryassui (0,4%) e cinco An. nuneztovari (0,1%). Dos espécimes, 1.511 foram coletados em intradomicílio (32,8%) e 3.090 em peridomicílio (67,2%). O índice de Picada Homem/Hora do An. darlingi no intradomicílio variou de 0 a 6,5 e no peridomicílio, de 0 a 22. Já para o An. marajoara a variação foi de 0 a 22 no intradomicílio e de 0 a 175,5 no peridomicílio. A análise de 200 exúvias de larvas e pupas e a dissecção de 100 genitálias masculinas resultou na confirmação das duas espécies estudadas, An. darlingi e An. marajoara, e que o An. marajoara é a única espécie do complexo Albitarsis circulante na área. A abundância dos vetores flutuou associada ao padrão sazonal das chuvas. An. darlingi foi mais abundante no final e início das chuvas (50,5%), enquanto o An. marajoara esteve presente em alta densidade durante todo o período de chuvas (92%). Dos 4.601 mosquitos testados, 100 foram positivos para plasmódios humanos pelo método de ELISA: 71 An. marajoara (2,34%), 28 An. darlingi (3,05%) e um An. braziliensis, resultando em uma taxa de infecção de 2,17%.
CONCLUSÃO: Este estudo demonstrou que as duas espécies estudadas mantêm a transmissão de malária durante todo o ano, ratificando assim a importância das mesmas.