Diagnóstico laboratorial da esporotricose felina em amostras coletadas no estado do Rio de Janeiro, Brasil: limitações da citopatologia por imprint

Autores/as

  • Pãmella Antunes de Macêdo-Sales Universidade Federal Fluminense, Instituto Biomédico, Departamento de Microbiologia e Parasitologia, Laboratório de Micologia Médica e Molecular, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil
  • Simone Rocha Leal da Silveira Souto Universidade Federal Fluminense, Instituto Biomédico, Departamento de Microbiologia e Parasitologia, Laboratório de Micologia Médica e Molecular, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil
  • Carolina Airão Destefani Universidade Federal Fluminense, Instituto Biomédico, Departamento de Microbiologia e Parasitologia, Laboratório de Micologia Médica e Molecular, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil
  • Ricardo Pereira de Lucena Universidade Federal Fluminense, Instituto Biomédico, Departamento de Microbiologia e Parasitologia, Laboratório de Micologia Médica e Molecular, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil
  • Elisabeth Martins da Silva da Rocha Universidade Federal Fluminense, Instituto Biomédico, Departamento de Microbiologia e Parasitologia, Laboratório de Micologia Médica e Molecular, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil
  • Andréa Regina de Souza Baptista Universidade Federal Fluminense, Instituto Biomédico, Departamento de Microbiologia e Parasitologia, Laboratório de Micologia Médica e Molecular, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232018000200002

Palabras clave:

Zoonoses, Sporothrix, Gatos, Técnicas e Procedimentos Diagnósticos

Resumen

INTRODUÇÃO:

O estado do Rio de Janeiro vem passando por uma epidemia de esporotricose, considerada doença negligenciada, de transmissão zoonótica pelo felino doméstico (Felis catus). Apesar do isolamento de fungos do complexo Sporothrix schenckii em cultura micológica ser o padrão-ouro no diagnóstico, a citopatologia por imprint das lesões é rotineiramente utilizada na prática da clínica veterinária.

OBJETIVO:

Avaliar o desempenho da citopatologia como método diagnóstico da esporotricose em gatos com suspeita dessa micose, provenientes de diferentes áreas geográficas do estado do Rio de Janeiro, Brasil.

MATERIAIS E MÉTODOS:

Após avaliação clínica, o swab do exsudato e lâminas via imprint da lesão foram coletados de 196 felinos domésticos, com posterior semeadura em Ágar Sabouraud Dextrose e Mycosel e coloração das lâminas por Panótico Rápido.

RESULTADOS:

Dos 196 animais, 102 (52,0%) foram diagnosticados com esporotricose. Para 50,0% da população, os resultados da cultura e da citopatologia foram discordantes (p < 0,0001; χ² = 32,960), com a cultura micológica mais sensível (95,2%) que a citopatologia (52,6%). Para os animais tratados com dosagem de itraconazol ≥ 100 mg/dia, foi observada uma significante redução no desempenho diagnóstico da citopatologia (p = 0,0136). Contudo, o mesmo não foi verificado em relação ao tempo de tratamento ou às demais dosagens (p > 0,05).

CONCLUSÃO:

A dosagem de itraconazol ≥ 100 mg/dia, independente da duração do tratamento, reduz a sensibilidade diagnóstica da citopatologia. Tal resultado representa um alerta para o uso dessa ferramenta como recurso único para a confirmação diagnóstica da esporotricose felina na rotina da clínica veterinária.

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Publicado

2019-06-17

Cómo citar

Macêdo-Sales, P. A. de, Souto, S. R. L. da S., Destefani, C. A., Lucena, R. P. de, Rocha, E. M. da S. da, & Baptista, A. R. de S. (2019). Diagnóstico laboratorial da esporotricose felina em amostras coletadas no estado do Rio de Janeiro, Brasil: limitações da citopatologia por imprint. evista an-Amazônica e aúde, 9(2), 7. https://doi.org/10.5123/S2176-62232018000200002

Número

Sección

Artículo Originale