Perfil bacteriano de cultura de ponta de cateter venoso central
DOI:
https://doi.org/10.5123/S2176-6223201100100006Palavras-chave:
Cateteres, Infecções Relacionadas a Cateter, Estudos Retrospectivos, Infecções BacterianasResumo
RESUMO
INTRODUÇÃO: Cateteres venosos centrais (CVC) são dispositivos de fundamental importância e os mais utilizados em todo o mundo no tratamento de pacientes graves internados em unidades de terapia intensiva. Esses dispositivos invasivos representam uma fonte potencial para complicações infecciosas locais ou sistêmicas.
OBJETIVO: Avaliar os micro-organismos encontrados em culturas de CVC analisadas no Laboratório da Unimed em Belém, Estado do Pará, no período de janeiro de 2007 a janeiro de 2008.
MÉTODOS: Estudo transversal dos resultados de 50 culturas de CVC realizadas pelo método semiquantitativo de Maki e antibiograma automatizado (MiniApi - BioMerieux), conforme critérios recomendados pelo Clinical and Laboratory Standards Institute.
RESULTADOS: Entre 50 amostras de cateter, 36 (72%) revelaram-se positivas, sendo o Staphylococcus aureus (27,8%) o micro-organismo mais observado seguido de Pseudomonas aeruginosa (22,2%) e Staphylococcus coagulase negativo (SCN) (22,2%). Os isolados de P. aeruginosa demonstraram maior sensibilidade o colistina (100%), ticarcilina/ácido clavulânico (100%), piperacilina/tazobactam (100%) e meropenem (80%), tendo resistência de até 50% aos demais antimicrobianos testados. As cepas resistentes à oxacilina, todas sensíveis à vancomicina e ao ácido fusídico, foram de S. aureus (80%) e SCN (12,5%) com resistência à penicilina G. Isolados de S. aureus e SCN apresentaram sensibilidade acima de 75% aos antimicrobianos testados, entre os quais teicoplanina, minociclina e quinopristina-dalfopristina, oferecendo alta resistência para outros como eritromicina, norfloxacina e tetraciclina.
CONCLUSÃO: O micro-organismo mais encontrado foi o S. aureus coincidindo com outros trabalhos feitos em hospitais de Belém. Com relação aos antimicrobianos, os resultados encontrados indicam um aumento de cepas multirresistentes, fato que preocupa os dirigentes hospitalares locais.