Doença de Chagas congênita por infecção aguda maternal por Trypanosoma cruzi transmitida via oral

Autores

  • Ana Yecê das Neves Pinto Seção de Parasitologia, Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Vera da Costa Valente Seção de Parasitologia, Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Sebastião Aldo da Silva Valente Seção de Parasitologia, Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Amira Consuelo de Melo Figueiras Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-6223201100100012

Palavras-chave:

Doença de Chagas, Transmissão Vertical de Doença Infecciosa, Tripanossomicidas

Resumo

RESUMO

Uma família de quatro pessoas, incluindo uma mulher de 24 anos de idade, apresentou-se em nosso laboratório em dezembro de 2006 com uma síndrome febril prolongada de etiologia desconhecida. Após uma triagem laboratorial extensa, foi confirmada, por meio de hemocultura positiva para T. cruzi, combinada com achados clínicos, epidemiológicos e sorológicos, a ocorrência de doença de Chagas aguda. A paciente, seus pais e marido receberam uma dose diária de Benzonidazol, porém ela desenvolveu intolerância severa à droga e amenorreia. Seu tratamento foi interrompido devido à confirmação de gravidez de cerca de 12 semanas de idade gestacional. A criança nasceu prematuramente em 18 de abril de 2007 com baixo peso e sinais de síndrome do desconforto respiratório. Testes de triagem diagnóstica para infecções congênitas, incluindo a doença de Chagas, resultaram negativos durante o período perinatal. Aproximadamente quatro meses após o nascimento, os achados clínicos forneceram os seguintes indicadores clínicos de doença congênita: esotropia, microcefalia e atraso no desenvolvimento psicomotor. Testes sorológicos confirmaram a soroconversão e a ressonância magnética apresentou lesões císticas e calcificações intracranianas. Os autores discutem a natureza crítica deste grave problema de saúde pública na região e sugerem revisões necessárias ao tratamento recomendado para pacientes grávidas com a doença de Chagas aguda.

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Publicado

31-03-2011

Como Citar

Pinto, A. Y. das N., Valente, V. da C., Valente, S. A. da S., & Figueiras, A. C. de M. (2011). Doença de Chagas congênita por infecção aguda maternal por Trypanosoma cruzi transmitida via oral. evista an-Amazônica e aúde, 2(1), 6. https://doi.org/10.5123/S2176-6223201100100012

Edição

Seção

Relato de Caso

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