Análise do Programa de Controle da Esquistossomose na redução dos indicadores epidemiológicos da doença no Brasil, de 1995 a 2017
DOI:
https://doi.org/10.5123/S2176-6223202200956Palavras-chave:
Esquistossomose, Doenças Negligenciadas, Vigilância em Saúde Pública, Avaliação em SaúdeResumo
OBJETIVO:
Analisar a efetividade do Programa de Vigilância e Controle da Esquistossomose (PCE) no Brasil a partir da avaliação dos indicadores epidemiológicos definidos pelo Ministério da Saúde.
MATERIAIS E MÉTODOS:
Estudo descritivo, retrospectivo e transversal, com dados secundários do Sistema de Informação do Programa de Vigilância e Controle da Esquistossomose, referentes ao período de 1995 a 2017, coletados no repositório do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. A análise estatística aplicada combinou técnicas descritivas e multivariadas.
RESULTADOS:
Durante o período, o Programa ofereceu materiais para a realização de 35.273.093 testes e realizou 26.931.020 exames. Constatou-se que as ações operacionais diminuíram a partir de 2007. O percentual de positividade da doença foi reduzido em 17,60% em relação ao período inicial. Nas áreas endêmicas e de transmissão focal, a positividade ficou abaixo dos 5% ao término da série.
CONCLUSÃO:
Apesar da estabilização dos indicadores epidemiológicos no período, não há como inferir que a mesma seja devido à efetividade do PCE, visto que há indisponibilidade de informações anterior à aplicação da política e progressiva redução operacional, que podem subestimar a magnitude dos indicadores.