Percepção, sentimentos e atitudes frente à morte para profissionais de Unidades de Terapia Intensiva

Autores

  • Rachel Vilela de Abreu Haickel Nina Universidade Federal do Maranhão, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, São Luís, Maranhão, Brasil
  • Erika Bárbara Abreu Fonseca Thomaz Universidade Federal do Maranhão, Departamento de Saúde Pública, São Luís, Maranhão, Brasil
  • Maria Emília Miranda Álvares Universidade Federal do Maranhão, Programa de Pós-Graduação em Saúde da Mulher e da Criança, São Luís, Maranhão, Brasil
  • David Karlos Miranda Mesquita Universidade Federal do Maranhão, Faculdade em Medicina, São Luís, Maranhão, Brasil
  • João Batista Santos Garcia Universidade Federal do Maranhão, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, São Luís, Maranhão, Brasil
  • Zeni Carvalho Lamy Universidade Federal do Maranhão, Departamento de Saúde Pública, São Luís, Maranhão, Brasil

Palavras-chave:

Atitude Frente a Morte, Assistência Terminal, Unidades de Terapia Intensiva, Pesquisa em Sistemas de Saúde Pública, Ética Profissional

Resumo

OBJETIVO:

Descrever as percepções, sentimentos e atitudes dos profissionais de saúde diante da morte em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), bem como analisar fatores associados a esses desfechos.

MATERIAIS E MÉTODOS:

Estudo transversal com 45 enfermeiros e 52 médicos de quatro UTI (geral, cardíaca, pediátrica e neonatal) em um hospital universitário na Amazônia Legal brasileira. Um questionário estruturado autoaplicável foi utilizado para coletar dados. Associações foram estimadas em análises de regressão logística multinomial (α = 5%).

RESULTADOS:

A morte de pacientes da UTI significou especialmente fracasso/culpa para médicos e dor para enfermeiros, enquanto eles entenderam o óbito de doentes terminais como descanso/alívio para o paciente. Atitudes de compartilhar a comunicação da má notícia, não reanimar pacientes terminais e discutir essa conduta foram predominantemente relatadas. As percepções/sentimentos sobre a morte na UTI foram associadas à categoria profissional, idade da primeira experiência pessoal com a morte e especialidade da UTI. As atitudes laborais foram associadas ao tempo de graduação, categoria profissional, quantidade de UTI em que trabalha, discussão sobre a morte durante a vida profissional, idade da primeira experiência pessoal com a morte e religião.

CONCLUSÃO:

A morte de pacientes de UTI está ligada à dor, culpa e fracasso. As percepções, sentimentos e atitudes dos trabalhadores de saúde da UTI frente à morte são afetados por aspectos socioculturais, experiências anteriores e formação profissional. Suas atitudes expressam uma obstinação terapêutica.

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Publicado

04-07-2023

Como Citar

Vilela de Abreu Haickel Nina, R., Abreu Fonseca Thomaz, E. B., Miranda Álvares, M. E., Miranda Mesquita, D. K., Batista Santos Garcia, J., & Carvalho Lamy, Z. (2023). Percepção, sentimentos e atitudes frente à morte para profissionais de Unidades de Terapia Intensiva. evista an-Amazônica e aúde, 14. ecuperado de https://ojs.iec.gov.br/rpas/article/view/1514

Edição

Seção

Artigo Original