Perfil de adesão ao tratamento de pacientes hipertensos atendidos na Unidade Municipal de Saúde de Fátima, em Belém, Pará, Amazônia, Brasil

Autores

  • Tácio de Mendonça Lima Faculdade de Farmácia, Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil. Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
  • Micheline Marie Milward de Azevedo Meiners Organização Pan-Americana da Saúde, Brasília, Distrito Federal, Brasil
  • Orenzio Soler Programa de Farmácia Social, Departamento de Medicamentos, Faculdade de Farmácia, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil

Palavras-chave:

Hipertensão, Estudos Transversais, Avaliação de Medicamentos, Adesão à Medicação, Serviços Preventivos de Saúde

Resumo

O artigo apresenta o estudo sobre a adesão ao tratamento em pacientes hipertensos atendidos na Unidade Municipal de Saúde de Fátima no Município de Belém, Estado do Pará, Brasil. Foram entrevistados 100 pacientes no período de setembro a outubro de 2008 para a medida de adesão ao tratamento utilizando a escala de Likert modificada para mensurar o grau de adesão ao tratamento farmacológico, estudando as variáveis que possam estar relacionadas ao grau de adesão, tais como: aos fatores socioeconômicos; à equipe e ao serviço de saúde; à condição da doença; ao tratamento e aquelas relacionadas ao paciente. Também foram investigados dados secundários em prontuários clínicos. Os dados obtidos com as ferramentas de estudo foram plotados no programa Microsoft Office Excel 2003® para análise. Do total de pacientes estudados, 45% foram estabelecidos como de "maior adesão" e 55% como de "menor adesão". Observou-se predomínio de: sexo feminino (68%), faixa etária entre 61 e 75 anos de idade (60%), baixo grau de escolaridade (76%), casados (51%), de cor parda (54%), aposentados (72%) e com renda de um salário mínimo (76%). Quanto à não adesão ao tratamento, infere-se como possíveis causas as variáveis "classificação da pressão arterial com tratamento", "quantidade utilizada de medicamentos para hipertensão arterial sistêmica", "efeito colateral do(s) remédio(s)" e "associação com outras doenças". Estratégias vêm sendo identificadas para minimizar o baixo grau de adesão, porém de forma isolada e unidimensional. Uma abordagem multifocal e multiprofissional é fundamental para o sucesso terapêutico desses pacientes.

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Publicado

05-08-2010

Como Citar

Tácio de Mendonça Lima, Micheline Marie Milward de Azevedo Meiners, & Orenzio Soler. (2010). Perfil de adesão ao tratamento de pacientes hipertensos atendidos na Unidade Municipal de Saúde de Fátima, em Belém, Pará, Amazônia, Brasil. evista an-Amazônica e aúde, 1(2). ecuperado de https://ojs.iec.gov.br/rpas/article/view/1589

Edição

Seção

Artigo Original