O extrativismo da piaçaba como um fator associado à doença de Chagas: soroprevalência e perfil imunológico em habitantes da Amazônia Central, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.5123/S2176-62232015000300005Palavras-chave:
Infecção Chagásica, Leopoldinia piassaba, Sorologia, ImunofenotipagemResumo
Na Amazônia brasileira, a doença de Chagas é considerada uma zoonose com baixa virulência e patogenicidade que aparece principalmente em infecções latentes crônicas. Para examinar a soroprevalência e os perfis epidemiológicos e imunológicos da doença de Chagas na microrregião do Rio Negro (Amazônia Central), um estudo observacional e transversal foi realizado em nativos do Município de Barcelos, local mais importante de extrativismo da piaçaba no Estado do Amazonas. Testes sorológicos foram realizados utilizando tanto os métodos ELISA e de imunofluorescência indireta. Imunofenotipagem e os perfis das citocinas Th1, Th2 e Th17 foram determinados. A soroprevalência em habitantes nativos variou de 2,6 a 6,5%. O baixo nível de circulação de INF-γfoi associado à baixa percentagem de linfócitos de T-helper CD4+ CD3+. Como INF-γ é um fator importante associado ao desenvolvimento de cardiomiopatia grave, os baixos níveis de IFN-γ em indivíduos soropositivos da Amazônia Central sugerem a infrarregulação da resposta imune do tipo Th1, que poderia explicar a longa e latente fase assintomática de infecções de Trypanosoma cruzi.