Análise espacial da tuberculose em Belém, estado do Pará, Brasil

Autores

  • Sandra Souza Lima Universidade Federal do Pará, Instituto de Ciências Biológicas, Laboratório de Virologia, Belém, Pará, Brasil
  • Antonio Carlos Rosário Vallinoto Universidade Federal do Pará, Instituto de Ciências Biológicas, Laboratório de Virologia, Belém, Pará, Brasil
  • Luiz Fernando Almeida Machado Universidade Federal do Pará, Instituto de Ciências Biológicas, Laboratório de Virologia, Belém, Pará, Brasil
  • Marluísa de Oliveira Guimarães Ishak Universidade Federal do Pará, Instituto de Ciências Biológicas, Laboratório de Virologia, Belém, Pará, Brasil
  • Ricardo Ishak Universidade Federal do Pará, Instituto de Ciências Biológicas, Laboratório de Virologia, Belém, Pará, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232017000200007

Palavras-chave:

Tuberculose, Análise Espacial, Método Bayesiano

Resumo

INTRODUÇÃO:

A tuberculose (TB), no Brasil, concentra-se nas regiões metropolitanas e é associada à situação socioeconômica da população. Em 2011, Belém, capital do estado do Pará, apresentou uma das maiores baixas de incidência da doença.

OBJETIVOS:

Avaliar a distribuição espacial da infecção pelo Mycobacterium tuberculosis em Belém entre 2006 e 2010, e associar a incidência da infecção com as condições de vida da população.

MATERIAIS E MÉTODOS:

Informações de morbidade e mortalidade foram obtidas de bancos de dados nacionais (SINAN, SIM e IBGE). Os índices de Moran global (IMG) e Moran local identificaram dependência espacial.

RESULTADOS:

A taxa de incidência da TB alcançou 93 casos/100.000 habitantes e a de mortalidade 4 casos/100.000 habitantes. O IMG mostrou dependência espacial negativa quanto à incidência e à dependência espacial positiva nas taxas de mortalidade entre bairros. A incidência de casos de TB cresceu com o aumento do número de áreas carentes nos bairros. O método bayesiano foi eficiente para analisar a incidência da doença em bairros com populações pequenas. A incidência se distribuiu espacialmente de forma aleatória e associada às condições socioeconômicas da população. A baixa taxa de mortalidade evidenciou uma boa avaliação dos serviços de tratamento e acompanhamento dos doentes.

CONCLUSÃO:

A aplicação da análise espacial e métodos estatísticos, que aprimoram a qualidade da informação, são importantes para melhor avaliar ações futuras de prevenção contra agentes infecciosos. É necessário dar continuidade a campanhas de prevenção da TB e ao acompanhamento de doentes, a fim de aumentar a adesão ao tratamento e diminuir a mortalidade entre a população com maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde.

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Publicado

25-06-2019

Como Citar

Lima, S. S., Vallinoto, A. C. R., Machado, L. F. A., Ishak, M. de O. G., & Ishak, R. (2019). Análise espacial da tuberculose em Belém, estado do Pará, Brasil. evista an-Amazônica e aúde, 8(2), 9. https://doi.org/10.5123/S2176-62232017000200007

Edição

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