Avaliação da capacidade funcional do paciente oncogeriátrico hospitalizado

Autores

  • Esdras Edgar Batista Pereira Programa de Pós-graduação em Oncologia e Ciências Médicas, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Nadia Barreto dos Santos Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família, Universidade do Estado do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Edilene do Socorro Nascimento Falcão Sarges Serviço de Fisioterapia, Hospital Universitário João de Barros Barreto, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232014000400005

Palavras-chave:

Idoso Fragilizado, Hospitalização;, Câncer;, Geriatria;, Oncologia;

Resumo

No Brasil, estima-se que 60% dos pacientes oncológicos tenham mais de 65 anos de idade, o que obriga uma ação integrada entre a oncologia e a geriatria. Essa nova abordagem evidencia a capacidade funcional como um preditor de saúde. O presente estudo tem como objetivo avaliar a capacidade funcional e o desempenho dos sistemas funcionais de idosos com diagnóstico de câncer. Trata-se de um estudo descritivo e analítico transversal, com idosos, que apresentam diagnóstico de câncer, internados na clínica médica do Hospital Universitário João de Barros Barreto, em Belém, Estado do Pará, Brasil. Os instrumentos utilizados foram: a escala Performance Status do Eastern Cooperative Oncology Group (PS-ECOG), a escala de Katz (ABVD), escala de Lawton (AIVD), miniexame do estado mental (MEEM), escala de depressão geriátrica 15 (GDS-15), teste Timed Up and Go (TUG), teste de Tinetti e a avaliação funcional das habilidades de comunicação da Associação Americana de Fonoaudiologia (ASHA FACS). Foram avaliados sete idosos (amostra por conveniência), com a capacidade funcional classificada entre 2 e 4 na escala PS-ECOG, e desempenho médio de 10,4 pontos para as ABVD e de 17,6 para as AIVD. O perfil dos sistemas funcionais evidenciou desempenho médio de 14,9 pontos no MEEM; 3,3 na escala GDS-15; 5,5 na ASHA FACS; 12,2 segundos no TUG e de 18,5 pontos no teste de Tinetti, revelando alterações na autonomia e na independência. A maioria dos indivíduos estudados apresentou sua capacidade funcional alterada, devido à semidependência para as atividades de vida diária, justificada por desempenhos anormais na cognição, mobilidade e comunicação.

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Publicado

31-01-2020

Como Citar

Pereira, E. E. B., Santos, N. B. dos, & Sarges, E. do S. N. F. (2020). Avaliação da capacidade funcional do paciente oncogeriátrico hospitalizado. evista an-Amazônica e aúde, 5(4), 8. https://doi.org/10.5123/S2176-62232014000400005

Edição

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