Trematódeos emergentes de moluscos dulciaquícolas coletados em valas, no município de Peruíbe, estado de São Paulo, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.5123/S2176-6223202100620Palavras-chave:
Cercárias, Moluscos, Esquistossomose, TrematódeosResumo
OBJETIVOS:
Identificar moluscos dulciaquícolas e larvas de trematódeos oriundos de valas de drenagem no município de Peruíbe, estado de São Paulo, Brasil, e descrever a morfologia das larvas emergidas.
MATERIAIS E MÉTODOS:
Moluscos foram coletados em 53 valas. No laboratório, procedeu-se à identificação morfológica dos espécimes e pesquisas parasitológicas para determinação e descrição morfológica das larvas.
RESULTADOS:
Foram coletados 5.969 moluscos pertencentes às famílias Planorbidae, Lymnaeidae, Physidae, Thiaridae e Ampullariidae. Os exames parasitológicos revelaram nove formas larvais correspondentes a sete morfotipos: xifidiocercária, equinocercária, estrigeocercária, distoma brevifurcada faringeada, distoma brevifurcada afaringeada, pleurolofocercária e anfistomocercária. A espécie Biomphalaria tenagophila (d'Orbigny, 1835) foi suscetível a oito cercárias das nove encontradas; e seis exemplares de moluscos estavam parasitados por larvas de Schistosoma mansoni Sambon, 1907.
CONCLUSÃO:
É fundamental estabelecer programas de controle e vigilância malacológica em áreas vulneráveis quando moluscos hospedeiros intermediários de parasitas de importância médica e veterinária colonizam esses ambientes, sendo especialmente importante quando esses moluscos estão infectados com larvas de S. mansoni.