Recidiva hansênica em área de alta endemicidade no Estado do Pará, Brasil

Autores

  • Suenny Leal Melo Escola Superior Madre Celeste, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Geraldo Mariano Moraes de Macedo Núcleo de Medicina Tropical, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Carla Andrea Avelar Pires Núcleo de Medicina Tropical, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Maria Heliana Chaves Monteiro da Cunha Núcleo de Medicina Tropical, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232014000300003

Palavras-chave:

Hanseníase, Recidiva, Terapêutica

Resumo

Considera-se como um caso de recidiva hansênica, o indivíduo que, após ter recebido alta por cura, apresente sinais clínicos de atividade da doença. Com o objetivo de conhecer a ocorrência de casos de recidiva e fatores clínico-epidemiológicos relacionados, em pacientes em uma região hiperendêmica, foi realizada uma pesquisa cujos métodos abrangem um estudo epidemiológico, transversal com caráter descritivo entre janeiro de 2007 e dezembro de 2008, com dados fornecidos pela Unidade de Referência Especializada (URE) em hanseníase Dr. Marcello Candia, no Estado do Pará, Brasil. Os resultados do estudo revelaram que dos 27 pacientes, 96,3% pertenciam à classificação multibacilar, predominantemente do sexo masculino (74,1%), com a faixa etária de 29 a 42 anos de idade (44,4%), a maioria da região metropolitana de Belém (70,4%). A manifestação clínica caracterizou-se por lesões novas (81,5%), com tempo de aparecimento entre cinco a dez anos (55,6%). O diagnóstico usou avaliação clínica e de índice baciloscópico (63%), destes 40,7% obtiveram baciloscopia entre 4 a 6 +. O grau de incapacidade em 44,4% não foi registrado no início do tratamento. Os casos de recidiva hansênica diagnosticados e tratados na URE Dr. Marcello Candia, em sua grande maioria, obedeceram aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. O grau de incapacidade em alguns pacientes não apresentou resultado nessa avaliação, o qual é muito importante para a prevenção de incapacidades. A avaliação dermatoneurológica simplificada, preconizada pelo Ministério da Saúde, deve ser reforçada em sua importância em todos os serviços que atendem pacientes com hanseníase, visto que é essencial no diagnóstico precoce de danos neurológicos.

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Publicado

12-02-2020

Como Citar

Melo, S. L., Macedo, G. M. M. de, Pires, C. A. A., & Cunha, M. H. C. M. da. (2020). Recidiva hansênica em área de alta endemicidade no Estado do Pará, Brasil. evista an-Amazônica e aúde, 5(3), 6. https://doi.org/10.5123/S2176-62232014000300003

Edição

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