Fatores de risco em contatos intradomiciliares de pacientes com hanseníase utilizando variáveis clínicas, sociodemográficas e laboratoriais

Autores

  • Maria Heliana Chaves Monteiro da Cunha Universidade Federal do Pará, Instituto de Ciências da Saúde, Faculdade de Enfermagem, Belém, Pará, Brasil
  • Maria do Perpétuo Socorro Amador Silvestre Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Bacteriologia e Micologia, Laboratório de Hanseníase, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Alison Ramos da Silva Universidade Federal do Pará, Laboratório de Pesquisas em Epidemiologia Tropical e Doenças Endêmicas, Belém, Pará, Brasil
  • Diana Domingas Silva do Rosário Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Marília Brasil Xavier Universidade Federal do Pará, Laboratório de Pesquisas em Epidemiologia Tropical e Doenças Endêmicas, Belém, Pará, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232017000200003

Palavras-chave:

Hanseníase, Vigilância Epidemiológica, Sorologia, Fatores de Risco

Resumo

OBJETIVO:

Identificar fatores de risco em contatos intradomiciliares de pacientes com hanseníase, utilizando-se variáveis clínicas, sociodemográficas e laboratoriais.

MATERIAIS E MÉTODOS:

Investigou-se uma série de casos, avaliando-se contatos intradomiciliares de pacientes com hanseníase, atendidos em um centro de referência do estado do Pará, Brasil, no período de 2012 a 2015. Foram realizados os exames dermatoneurológico, sorologia anti-PGL-I (ELISA, utilizando pontos de corte 0,2 e 0,13) e o controle da vacina BCG, além de ter sido elaborado levantamento de dados clínicos e demográficos do caso índice.

RESULTADOS:

Ocorreu maior predominância de contatos com pelo menos uma dose vacinal de BCG (91,1%), e houve maior soropositividade entre contatos das formas de hanseníase multibacilar, sendo mais prevalente quando utilizado o ponto de corte 0,13 (61,5%). As maiores titulações de anti-PGL-I ocorreram entre pessoas do sexo feminino (51,1%), com ensino fundamental (46,7%) e na faixa etária de 15 a 40 anos (47,8%). A maioria dos indivíduos (91,4%) habitava casas com menos de dois cômodos.

CONCLUSÃO:

Concluiu-se que baixa escolaridade, idade e condições de moradia podem ser fatores de risco para o adoecimento por hanseníase entre os contatos intradomiciliares das formas multibacilares; que as faixas etárias mais jovens estão mais expostas ao contato com o bacilo da hanseníase; e que a sorologia anti-PGL-I é uma importante ferramenta de seguimentos de contatos das formas multibacilares.

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Publicado

24-06-2019

Como Citar

Cunha, M. H. C. M. da, Silvestre, M. do P. S. A., Silva, A. R. da, Rosário, D. D. S. do, & Xavier, M. B. (2019). Fatores de risco em contatos intradomiciliares de pacientes com hanseníase utilizando variáveis clínicas, sociodemográficas e laboratoriais. evista an-Amazônica e aúde, 8(2), 8. https://doi.org/10.5123/S2176-62232017000200003

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