Fatores de risco em contatos intradomiciliares de pacientes com hanseníase utilizando variáveis clínicas, sociodemográficas e laboratoriais
DOI:
https://doi.org/10.5123/S2176-62232017000200003Palavras-chave:
Hanseníase, Vigilância Epidemiológica, Sorologia, Fatores de RiscoResumo
OBJETIVO:
Identificar fatores de risco em contatos intradomiciliares de pacientes com hanseníase, utilizando-se variáveis clínicas, sociodemográficas e laboratoriais.
MATERIAIS E MÉTODOS:
Investigou-se uma série de casos, avaliando-se contatos intradomiciliares de pacientes com hanseníase, atendidos em um centro de referência do estado do Pará, Brasil, no período de 2012 a 2015. Foram realizados os exames dermatoneurológico, sorologia anti-PGL-I (ELISA, utilizando pontos de corte 0,2 e 0,13) e o controle da vacina BCG, além de ter sido elaborado levantamento de dados clínicos e demográficos do caso índice.
RESULTADOS:
Ocorreu maior predominância de contatos com pelo menos uma dose vacinal de BCG (91,1%), e houve maior soropositividade entre contatos das formas de hanseníase multibacilar, sendo mais prevalente quando utilizado o ponto de corte 0,13 (61,5%). As maiores titulações de anti-PGL-I ocorreram entre pessoas do sexo feminino (51,1%), com ensino fundamental (46,7%) e na faixa etária de 15 a 40 anos (47,8%). A maioria dos indivíduos (91,4%) habitava casas com menos de dois cômodos.
CONCLUSÃO:
Concluiu-se que baixa escolaridade, idade e condições de moradia podem ser fatores de risco para o adoecimento por hanseníase entre os contatos intradomiciliares das formas multibacilares; que as faixas etárias mais jovens estão mais expostas ao contato com o bacilo da hanseníase; e que a sorologia anti-PGL-I é uma importante ferramenta de seguimentos de contatos das formas multibacilares.