Polimorfismo do gene humano NRAMP1, níveis de anticorpos anti-PGL-1 e suscetibilidade para hanseníase em áreas endêmicas do Estado do Pará, Brasil

Autores

  • Maria do Perpétuo Socorro Amador Silvestre Laboratório de Hanseníase, Seção de Bacteriologia e Micologia, Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Luana Nepomuceno Gondim Costa Lima Laboratório de Hanseníase, Seção de Bacteriologia e Micologia, Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil
  • André Brandão de Araújo Laboratório de Hanseníase, Seção de Bacteriologia e Micologia, Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Juarez Antônio Simões Quaresma Laboratório de Hanseníase, Seção de Bacteriologia e Micologia, Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232012000400002

Palavras-chave:

Genética, Hanseníase, Polimorfismo Genético

Resumo

O gene humano de resistência natural que codifica uma proteína detectada no macrófago - NRAMP1 parece estar envolvido com a influência no padrão de resposta imune à infecção por Mycobacterium leprae. Foi avaliada a associação do polimorfismo deste gene (3'UTR ins/del CAAA) com a hanseníase per se e com os tipos da doença, também relacionada com os níveis de anticorpos anti-PGL-1, representando o padrão de resposta imune humoral (tipo TH2) na população estudada. Um total de 122 pacientes com hanseníase e 110 não doentes, procedentes de municípios endêmicos do Estado do Pará, Brasil, foram genotipados para este polimorfismo e analisados segundo os níveis de anticorpos anti-PGL-1 desta micobactéria. Observou-se associação com a hanseníase per se (p = 0,0087), e o polimorfismo da região 3' não traduzida do gene NRAMP1 com inserção/deleção de quatro pares de bases (CAAA) foi fortemente associado com a forma multibacilar (p = 0,025) comparada ao grupo de contatos não consanguíneos. Heterozigotos e portadores do alelo com a deleção (159 pb) foram mais frequentes entre os casos multibacilares do que nos paucibacilares. Os haplótipos do gene NRAMP1 avaliados neste estudo parecem exercer influência importante na apresentação clínica da hanseníase, determinada também pela positividade ao antígeno PGL-1 do M. leprae, expressão da resposta imune humoral na hanseníase.

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Publicado

18-06-2020

Como Citar

Silvestre, M. do P. S. A., Lima, L. N. G. C., Araújo, A. B. de, & Quaresma, J. A. S. (2020). Polimorfismo do gene humano NRAMP1, níveis de anticorpos anti-PGL-1 e suscetibilidade para hanseníase em áreas endêmicas do Estado do Pará, Brasil. evista an-Amazônica e aúde, 3(4), 10. https://doi.org/10.5123/S2176-62232012000400002

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