Análise preliminar do uso mesclado de neoglicolipídeos derivados do PGL-1 do Mycobacterium leprae: antígeno dissacarídeo (ND-O-BSA) e trissacarídeo (NT-P-BSA) como forma de aumentar a sensibilidade do teste ELISA anti-PGL-1
DOI:
https://doi.org/10.5123/S2176-62232012000300004Palavras-chave:
Hanseníase, Técnicas Imunoenzimáticas, Diagnóstico, EpidemiologiaResumo
RESUMO
Mesmo a hanseníase sendo uma doença milenar, ainda não foi possível o desenvolvimento de um teste diagnóstico considerado padrão-ouro em virtude da impossibilidade de se cultivar o agente in vitro. Os testes diagnósticos existentes, até o momento, não estão disponíveis na atenção básica, fato que, em geral, dificulta a classificação correta dos casos mais sutis e impossibilita o diagnóstico precoce, o que poderia contribuir para a quebra da cadeia de transmissão da doença. Assim sendo, por meio de um estudo experimental com amostra selecionada por conveniência, o objetivo deste trabalho foi analisar o uso adicionado dos antígenos semissintéticos derivados do glicolipídeo fenólico - 1 (PGL-1) do Mycobacterium leprae como estratégia para aumentar a sensibilidade do teste ELISA anti-PGL-1 utilizado como instrumento discriminatório entre pacientes classificados clínica e bacteriologicamente como multibacilares, paucibacilares e contatos, comparando-se o desempenho do teste ELISA anti-PGL-1 e fazendo uso dos antígenos mesclados comparados ao antígeno trissacáride isoladamente. Os resultados demonstraram níveis de anticorpos anti-PGL-1 mais elevados para os antígenos mesclados comparados ao antígeno trissacáride isoladamente, o que pode destacar a eficácia do teste ELISA como auxiliar no diagnóstico e classificação da hanseníase.