Imunorreatividade das células dendríticas nas lesões foveolares da hanseníase dimorfa

Autores

  • Gabriel Izan Santos Botelho Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade do Estado do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Tinara Leila de Souza Aarão Laboratório de Imunopatologia do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Luís Paulo Miranda Araújo Soares Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade do Estado do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Beatriz Santos Botelho Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade do Estado do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Denise da Silva Pinto Laboratório de Imunopatologia do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Hellen Thais Fuzii Laboratório de Imunopatologia do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Juarez Antônio Simões Quaresma Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade do Estado do Pará, Belém, Pará, Brasil. Laboratório de Imunopatologia do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Francisca Regina Oliveira Carneiro Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade do Estado do Pará, Belém, Pará, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232013000200003

Palavras-chave:

Hanseníase Dimorfa, Imunoistoquímica, Células dendríticas

Resumo

A hanseníase é uma doença infecto-contagiosa cujo agente etiológico é o Mycobacterium leprae, sendo caracterizada predominantemente por lesões dermatológicas e neurológicas. As formas de hanseníase tuberculoide e virchowiana são denominadas polares e consideradas estáveis. Entre esses polos, existe a forma dimorfa, caracterizada por uma instabilidade imunológica em que as manifestações clínicas são variáveis. Esta forma apresenta uma lesão com área de pele sã circundada por área infiltrada, nomeada de lesão foveolar. O objetivo deste estudo foi analisar o padrão imunorreativo das células dendríticas na área de pele aparentemente sã da região central e da borda infiltrada da lesão foveolar na hanseníase dimorfa. Trata-se de um estudo transversal e analítico. Utilizaram-se os marcadores CD1a e FXIIIa para a contagem das células dendríticas nas amostras de pele. Obteve-se predominância de células CD1a+ e FXIIIa+ na borda da lesão foveolar em comparação com a área central da lesão. O predomínio de células dendríticas na borda da lesão foveolar pode ser justificado pelo padrão de resposta inflamatória e imunológica ao M. leprae. A distribuição do M. leprae pode estar concentrada nesta região, promovendo uma maior exposição antigênica. Por meio da comparação entre o centro e a borda da lesão foveolar obteve-se uma diferença quantitativa que permite indicar uma função elementar das células dendríticas na resposta ao M. leprae e, consequentemente, no curso da doença.

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Publicado

12-06-2020

Como Citar

Botelho, G. I. S., Aarão, T. L. de S., Soares, L. P. M. A., Botelho, B. S., Pinto, D. da S., Fuzii, H. T., Quaresma, J. A. S., & Carneiro, F. R. O. (2020). Imunorreatividade das células dendríticas nas lesões foveolares da hanseníase dimorfa. evista an-Amazônica e aúde, 4(2), 7. https://doi.org/10.5123/S2176-62232013000200003

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