Distribuição espaço-temporal das doenças diarreicas agudas na região Norte do Brasil, 2015–2025

Autores/as

Palabras clave:

Diarreia, Epidemiologia, Sistemas de Informação em Saúde, Vigilância em Saúde

Resumen

INTRODUÇÃO
As Doenças Diarreicas Agudas (DDA) permanecem relevantes para a saúde pública na Região Norte, onde
desigualdades socioambientais, limitações de saneamento e barreiras territoriais podem influenciar sua ocorrência
e monitoramento1. Nesse contexto, a análise de sua distribuição espaço-temporal permite identificar padrões
e subsidiar ações de vigilância em saúde2. Por isso, objetivou-se analisar o padrão espaço-temporal das DDA na
Região Norte do Brasil, entre 2015 e 2025.
METODOLOGIA
Trata-se de um estudo ecológico, retrospectivo e analítico, com delineamento de série temporal, realizado nos
457 municípios dos sete estados da Região Norte. Foram incluídos registros de DDA notificados entre 2015 e 2025
no SIVEP-DDA/DATASUS.Os dados foram estratificados por unidade federativa, com cálculo das taxas de notificação
por 100 mil habitantes, análise descritiva e inferencial pelos testes de Shapiro-Wilk, Bartlett, Kruskal-Wallis e
comparações múltiplas de Dunn (p<0,05). Ademais, a distribuição espacial foi analisada no QGIS.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Registraram-se 6.666.796 casos, concentrados no Amazonas (35,54%) e Pará (31,28%). Houve redução dos
registros em 2020 e 2021, seguida de aumento progressivo até 2025 (887.255 casos). Apesar do elevado número
absoluto, o Pará apresentou a menor média (2.239,9/100 mil habitantes), a menor mediana (2.037,2/100 mil)
e o menor posto médio no teste de Kruskal-Wallis (12,82), evidenciando as menores taxas de notificação entre os
estados analisados. A análise espacial mostrou concentração nas capitais e polos regionais, mas sem a participação
expressiva dos interiores da região, sugerindo influência das desigualdades territoriais na capacidade de detecção e
registro pela vigilância3,4.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Evidenciaram-se diferenças estatisticamente significativas nas taxas de notificação, demonstrando
heterogeneidade das DDA na Região Norte, aspectos relacionados à capacidade operacional da Monitorização
das DDA devem ser considerados. Reforça-se a necessidade de fortalecer a vigilância epidemiológica, qualificar os
registros da DDA e aprimorar a qualidade dos sistemas de informação.

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Publicado

2026-11-05

Cómo citar

Amanda Sthefpanie Ferreira Dantas, Michele Pinheiro Ferreira, Ian Costa Pinheiro, Vanessa Sá de Paiva Pereira, Guilherme Junior Leite da Piedade, Ana Carolina Almeida Ribeiro, Adria Lorena de Moraes Cordeiro, Jones Anderson Monteiro Siqueira, & Luana da Silva Soares Farias. (2026). Distribuição espaço-temporal das doenças diarreicas agudas na região Norte do Brasil, 2015–2025. evista an-Amazônica e aúde, 17, 2. ecuperado a partir de https://ojs.iec.gov.br/rpas/article/view/2145

Número

Sección

Seção 90 anos do IEC