Escherichia coli enteropatogênica: uma categoria diarreiogênica versátil

Autores

  • Cintya de Oliveira Souza Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Thainara Roberta Barros Melo Laboratório de Patologia Clínica Dr. Paulo C. de Azevedo, Belém, Pará, Brasil
  • Caroline do Socorro Barros Melo Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Êmily Moreira Menezes Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, São Paulo, Brasil
  • Aline Correa de Carvalho Faculdade Carajás, Marabá, Pará, Brasil
  • Leni Célia Reis Monteiro Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232016000200010

Palavras-chave:

Escherichia coli enteropatogênica, Epidemiologia, Fatores de Virulência

Resumo

Escherichia coli enteropatogênica (EPEC) foi a primeira categoria de E. coli reconhecida como diarreiogênica e ainda hoje está associada a casos esporádicos e surtos de diarreia infantil. Em 1995, a EPEC foi classificada em típica e atípica e, até o momento, muito se tem pesquisado sobre as diferenças patogênicas e epidemiológicas destas duas subcategorias e sua similaridade com outras categorias. Para consolidar estas informações, a presente pesquisa avaliou 98 fontes bibliográficas, sendo 81 artigos, oito teses, quatro dissertações e cinco livros. Essa pesquisa destacou os seguintes resultados e conclusões: as EPEC típicas (EPEC-t) têm como principal reservatório os seres humanos, no entanto já foram registradas raras ocorrências em alguns animais silvestres; as EPEC atípicas (EPEC-a) são encontradas entre humanos e uma variedade de outros hospedeiros animais que podem servir de reservatório e de fonte de contaminação para o homem e o ambiente, além disso, as EPEC-a apresentam inúmeros fatores de virulência comuns e específicos de outras categorias patogênicas, sugerindo que o aumento de sua prevalência esteja relacionado ao fenômeno de interconversão; a presença da região LEE (locus of enterocyte effacement) completa (LEEA-D) e da ilha de patogenicidade OI-122 (efa1/lifA, nleB, nleE, set/ent), juntamente com os genes da hemolisina (ehxA) e da adesina (paa) podem auxiliar na identificação de potenciais estirpes patogênicas de EPEC-a; a identificação conclusiva de EPEC é realizada pelo diagnóstico molecular, onde se pesquisam os genes eae, EAF e stx, sendo o perfil eae+EAF+stx− de EPEC-t e o eae+EAF−stx− de EPEC-a.

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Publicado

30-05-2019

Como Citar

Souza, C. de O., Melo, T. R. B., Melo, C. do S. B., Menezes, Êmily M., Carvalho, A. C. de, & Monteiro, L. C. R. (2019). Escherichia coli enteropatogênica: uma categoria diarreiogênica versátil. evista an-Amazônica e aúde, 7(2), 13. https://doi.org/10.5123/S2176-62232016000200010

Edição

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