Avaliação do impacto das ações do Programa de Controle da Esquistossomose no controle das geo-helmintoses em São João Evangelista, Minas Gerais, Brasil, entre 1997 e 2013

Autores

  • Antônio Carlos Lima e Silva Universidade Vale do Rio Doce, Mestrado em Ciências Biológicas, Governador Valadares, Minas Gerais, Brasil
  • Maria Cecília Pinto Diniz Universidade Vale do Rio Doce, Mestrado em Gestão Integrada de Território, Governador Valadares, Minas Gerais, Brasil
  • Elivelton da Silva Fonseca Universidade Estadual Paulista, Departamento de Geografia, Presidente Prudente, São Paulo, Brasil
  • Martin Johannes Enk Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Parasitologia, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Nilton Barnabé Rodrigues Centro de Pesquisas René Rachou/Fiocruz, Grupo de Pesquisa em Entomologia Médica, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil RESUMO

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232017000200005

Palavras-chave:

Esquistossomose, Epidemiologia, Vigilância Epidemiológica, Helmintíase

Resumo

INTRODUÇÃO:

O Programa de Controle da Esquistossomose (PCE), no Brasil, baseado em inquéritos coproscópicos e tratamento dos infectados, já diminuiu o número de portadores de formas graves e as taxas de mortalidade.

OBJETIVOS:

Testar a hipótese de que os dados do Sistema de Informação do Programa de Controle da Esquistossomose (SISPCE), na esfera municipal, permitem avaliar as prevalências da esquistossomose e geo-helmintoses e também o impacto das ações do PCE no controle dessas parasitoses.

MATERIAIS E MÉTODOS:

Foram utilizados dados do SISPCE e da Vigilância Epidemiológica do município de São João Evangelista, estado de Minas Gerais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais, referentes aos anos de 1997 a 2013. Foram calculadas frequências simples absolutas e percentuais de prevalência das parasitoses, bem como o percentual de cobertura do tratamento. O teste de Mann-Whitney foi utilizado para comparação desses dados entre as zonas urbana e rural.

RESULTADOS:

No período do estudo, os percentuais de positividade para esquistossomose variaram de 0,7% a 19,2%; para Ascaris lumbricoides, de 2,1% a 29,2%; e para os ancilostomídeos, de 0% a 52,9%. Não foram encontradas diferenças significativas nas prevalências dessas parasitoses entre as áreas urbana e rural. Dentre as localidades rurais trabalhadas, os dados indicaram a diminuição das prevalências dos helmintos após a disponibilização de água tratada.

CONCLUSÃO:

Os dados apresentados neste estudo mostraram a eficácia do PCE no diagnóstico e no controle não apenas da esquistossomose, mas também para outros helmintos, sugerindo a sua utilização nas ações públicas de controle dessas parasitoses.

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Publicado

25-06-2019

Como Citar

Silva, A. C. L. e, Diniz, M. C. P., Fonseca, E. da S., Enk, M. J., & Rodrigues, N. B. (2019). Avaliação do impacto das ações do Programa de Controle da Esquistossomose no controle das geo-helmintoses em São João Evangelista, Minas Gerais, Brasil, entre 1997 e 2013. evista an-Amazônica e aúde, 8(2), 8. https://doi.org/10.5123/S2176-62232017000200005

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