Revendo a trajetória da leishmaniose visceral americana na Amazônia, Brasil: de Evandro Chagas aos dias atuais

Autores

  • Fernando Tobias Silveira Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Parasitologia, Laboratório de Leishmanioses "Prof. Dr. Ralph Lainson", Ananindeua, Pará, Brasil. Universidade Federal do Pará, Núcleo de Medicina Tropical, Belém, Pará, Brasil
  • Luciana Vieira do Rego Lima Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Parasitologia, Laboratório de Leishmanioses "Prof. Dr. Ralph Lainson", Ananindeua, Pará, Brasil
  • Thiago Vasconcelos dos Santos Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Parasitologia, Laboratório de Leishmanioses "Prof. Dr. Ralph Lainson", Ananindeua, Pará, Brasil
  • Patrícia Karla Santos Ramos Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Parasitologia, Laboratório de Leishmanioses "Prof. Dr. Ralph Lainson", Ananindeua, Pará, Brasil
  • Marliane Batista Campos Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Parasitologia, Laboratório de Leishmanioses "Prof. Dr. Ralph Lainson", Ananindeua, Pará, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232016000500003

Palavras-chave:

Leishmaniose Visceral Americana, Leishmania (L.) infantum chagasi, Amazônia, Brasil

Resumo

O presente estudo reviu a trajetória da leishmaniose visceral americana (LVA) na Amazônia, Brasil, desde os tempos do dr. Evandro Chagas, fundador do Instituto de Pathologia Experimental do Norte, em 1936, o qual, após a morte trágica do seu patrono, em 1940, passou a chamar-se Instituto Evandro Chagas até os dias atuais, objetivando melhor visibilidade a cerca do legado médico-científico deixado pelo ilustre personagem, além de descrever os caminhos que fizeram essa endemia sair do anonimato epidemiológico cinco décadas atrás, para surgir como um dos maiores agravos parasitários no início do século atual. Nesse contexto, Chagas e seus colaboradores deixaram três contribuições marcantes: i) descreveram a espécie parasitária responsável pela LVA, a Leishmania chagasi (= Leishmania (Leishmaniainfantum chagasi); ii) incriminaram a espécie flebotomínica Phlebotomus longipalpis como o provável vetor da LVA; e iii) postularam que a origem da doença humana deveria estar em algum animal silvestre. A situação da LVA na Amazônia brasileira não mudou muito nas décadas seguintes, porém, a partir dos anos 1980, assumiu um perfil novo, reaparecendo com maior frequência nos focos rurais e em zonas suburbanas e urbanas de cidades de médio porte, como Santarém, no Estado do Pará. Nas duas últimas décadas, o processo de expansão intensificou-se face aos fatores ambiental (desflorestamento), socioeconômico e a ocupação desordenada na periferia das cidades, onde a presença do vetor (Lutzomyia longipalpis) no peridomicílio humano, e do cão doméstico altamente suscetível à infecção, facilitaram sua disseminação. Hoje, a LVA já alcança a Região Metropolitana de Belém (ilha de Cotijuba), capital do Pará.

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Publicado

29-04-2020

Como Citar

Silveira, F. T., Lima, L. V. do R., Santos, T. V. dos, Ramos, P. K. S., & Campos, M. B. (2020). Revendo a trajetória da leishmaniose visceral americana na Amazônia, Brasil: de Evandro Chagas aos dias atuais. evista an-Amazônica e aúde, 7(Esp), 8. https://doi.org/10.5123/S2176-62232016000500003

Edição

Seção

Artigo Histórico