Diversidade e ecologia de flebotomíneos (Psychodidae: Phlebotominae): focos de leishmaniose cutânea na Amazônia, Brasil

Autores

  • Raquel Gonçalves Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Parasitologia, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Daniela Cristina Soares Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Parasitologia, Ananindeua, Pará, Brasil. Secretaria de Estado de Saúde Pública, Belém, Pará, Brasil
  • Ricardo José de Paula Souza e Guimarães Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Parasitologia, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Walter Souza Santos Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Parasitologia, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Gilberto Cesar Rodrigues de Sousa Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Parasitologia, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Anadeiva Portela Chagas Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Parasitologia, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Lourdes Maria Garcez Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Parasitologia, Ananindeua, Pará, Brasil. Universidade do Estado do Pará, Belém, Pará, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5123/S2176-62232016000500015

Palavras-chave:

Ecologia, Phlebotomus, Leishmania, Leishmaniose Tegumentar, Zonas de Risco

Resumo

O objetivo deste estudo foi descrever a fauna de flebotomíneos e seus respectivos índices ecológicos em zonas de risco de leishmaniose cutânea (LC). O estudo foi realizado no Município de Santarém, Estado do Pará, Brasil. Do total de 102 registros de pacientes com LC em 2010 e 2011, infectados com diferentes espécies de Leishmania, 31 foram selecionados. O estimador de densidade de Kernel foi utilizado. Armadilhas luminosas do tipo CDC (18:00-6:00 h, três noites, altura de 1,5 m) foram instaladas nas zonas de risco identificadas (dentro das casas, nos galinheiros e floresta ao entorno) em duas ocasiões: estações chuvosa e seca, em 2012. As armadilhas Shannon foram instaladas na floresta durante 3 h (19:00-21:00 h, uma noite). Os índices de Shannon (H'), Pielou (J') e de Dominância (D) foram calculados e dois circuitos espaciais (CE) de LC, CE1 (urbano-rural) e CE2 (rural), foram identificados. Flebotomíneos foram amostrados em CE1 (243) e CE2 (174). No total da amostra (417) havia 24 espécies de 10 gêneros, mas apenas 12 espécies foram encontradas em ambas as zonas de risco. Os índices ecológicos variaram consideravelmente (H' = 0,5-1,72; J = 0,44-0,78; D = 0,46-0,91). Os maiores valores de D na floresta (≥ 0,75) foram associados a Psychodopygus complexus durante as duas estações em CE1 e Psychodopygus davisi durante o período chuvoso em CE2. Outros vetores de LC foram identificados em menor frequência. Uma grande diversidade de espécies de flebotomíneos foi descrita em cada zona de risco. Os vetores de LC amostrados combinam com as espécies de Leishmania que infectaram os pacientes. A importância epidemiológica das espécies dominantes pode variar de acordo com as estações climáticas e zonas de risco em Santarém.

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Publicado

05-05-2020

Como Citar

Gonçalves, R., Soares, D. C., Guimarães, R. J. de P. S. e, Santos, W. S., Sousa, G. C. R. de, Chagas, A. P., & Garcez, L. M. (2020). Diversidade e ecologia de flebotomíneos (Psychodidae: Phlebotominae): focos de leishmaniose cutânea na Amazônia, Brasil. evista an-Amazônica e aúde, 7(Esp), 10. https://doi.org/10.5123/S2176-62232016000500015

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